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Membro da Al-Qaeda pega prisão perpétua na Turquia

Uma corte da Turquia sentenciou sete pessoas à prisão perpétua por ataques suicidas a bomba contra alvos judeus e britânicos em Istambul, que mataram mais de 60 pessoas em Novembro de 2003.Entre elas, está Louai al Sakka, militante sírio da Al-Qaeda. Al Sakka foi preso por planejar e garantir fundos para que os caminhões-bomba destruíssem duas sinagogas, o consulado britânico e uma unidade do banco HSBC. Foi o atentado mais mortífero na Turquia em tempos de paz.Harun Ilhan, que admitiu ter plantado as bombas e ser um membro da Al-Qaeda, também foi sentenciado a passar a vida na prisão. Cinco outras pessoas receberam prisão perpétua, enquanto muitos outros receberam sentenças brandas."Estamos próximos da vitória. A hora da Jihad (guerra santa) chegou, mas não se preocupe comigo. Eu irei sair, então vou novamente participar da sua Jihad", disse Sakka na corte antes do veredicto. Uma facção turca na rede Al-Qaeda assumiu a responsabilidade pelos ataques, que feriram mais de 600.Um total de 74 pessoas, quase todos turcos, estavam sendo julgados por envolvimento nos bombardeios. Nove apareceram na corte nesta sexta-feira e quase 30 foram inocentados.A segurança estava reforçada ao redor do tribunal, com atiradores de elite no telhado e carros blindados estacionados na porta.Fontes dizem que Sakka, um expert em produzir bombas e associado ao ex-líder da Al-Qaeda no Iraque, Abu Musab al-Zarqawi, era a figura mais importante na rede terrorista de Osama bin Laden na Turquia.Ele foi acusado de dar aos militantes mais de US$ 150 mil para os ataques em Istambul. Sakka, que fez piadinhas com seus companheiros acusados durante o julgamento, alegou ser inocente.Ahmet Erman, um promotor representando as sinagogas em Istambul, disse que temia que os veredictos pudessem ser contestados por irregularidades, como falhas para traduzir alguns dos documentos dos acusados."Algumas pessoas na comunidade judaica podem ver isso como uma vitória, mas pra mim não é o bastante", disse Erman à Reuters.

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