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Membro da Cruz Vermelha sequestrado é libertado

O italiano Eugenio Vagni, também funcionário da CV, segue nas mãos da organização, que é ligada à Al Qaeda

EFE,

18 de abril de 2009 | 05h32

As forças de segurança das Filipinas conseguiram neste sábado, 18, a libertação do suíço Andreas Notter, do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), que havia sido sequestrado pela organização Abu Sayyaf.

 

Porém, o italiano Eugenio Vagni, também funcionário da Cruz Vermelha, segue nas mãos dessa organização, que é ligada à Al Qaeda.

 

"Estou muito contente de estar aqui, tudo ocorreu tão rápido. Ainda estou confuso com o que aconteceu", disse Notter, de 38 anos, em coletiva de imprensa em Jolo, capital da ilha de mesmo nome e cerca de 980 quilômetros ao sul de Manila.

 

"Minha preocupação agora é com o meu companheiro Eugenio Vagni. Ele está ferido, por isso que espero que seja libertado o mais rápido possível", completou.

 

O ministro do Interior, Ronaldo Puno, assegurou durante a mesma entrevista que todos os esforços se centram agora em Vagni, que tem sua situação agravada por sofrer de uma hérnia.

 

O ministro filipino informou que o resgate de Notter aconteceu sem tiros e graças à pressão das tropas sobre os rebeldes.

 

Segundo ele, os sequestradores se distanciaram do suíço enquanto tentavam driblar a pressão militar na selva de Jolo e quando se deram conta da distância a que estavam do refém, já era tarde para voltar.

 

"Tivemos muita sorte", acrescentou Puno. Logo após ser solto, Notter, chefe da representação do CICV na cidade de Zamboanga, cerca de 890 quilômetros ao sul de Manila, foi levado à casa do governador da província de Jolo, Sakur Tan.

 

O governador dirige a equipe oficial que negociava com os sequestradores a libertação dos três reféns do CICV retidos em 15 de janeiro: Notter, Vagni e a filipina Jean Lacaba, liberada em 2 de abril.

 

Fundado em 1991 por ex-combatentes da guerra do Afeganistão contra a União Soviética, o Abu Sayyaf colabora com a organização Jemaah Islamiya, braço da Al Qaeda no Sudeste Asiático, e foi responsável pelos atentados mais sangrentos dos último anos nas Filipinas.

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