Saudi Press Agency via AP
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Membro da família real do Catar diz ser refém dos Emirados Árabes Unidos

Em vídeo transmitido pela rede Al-Jazeera, xeque Abdullah bin Ali Al-Thani diz que viajou a Abu Dabi como convidado do príncipe herdeiro Mohamed bin Zayed Al-Nahyan, mas agora é um 'prisioneiro impedido de deixar o país'

O Estado de S.Paulo

14 Janeiro 2018 | 17h27

DOHA - Um membro exilado da família real do Catar afirmou em vídeo divulgado neste domingo, 14, que é mantido contra sua vontade nos Emirados Árabes Unidos, uma alegação contestada por uma autoridade de Abu Dabi.

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O vídeo do xeque Abdullah bin Ali Al-Thani deu novo fôlego à uma crise que dura meses na região. Em novembro, o então primeiro-ministro do Líbano, Saad Hariri, renunciou ao cargo em meio a uma viagem à Arábia Saudita. Após apelos do presidente libanês, ele retomou o cargo.

O vídeo de Al-Thani foi transmitido pela rede Al-Jazeera, que é de propriedade da família real do Catar. Nele, o catari afirmou que foi a Abu Dabi como convidado do "xeque Mohamed", numa possível referência ao príncipe herdeiro Mohamed bin Zayed Al-Nahyan, que tem fortes laços com a família real saudita.

"Fui convidado pelo xeque Mohamed, mas não sou mais um hóspede, agora sou um prisioneiro", afirmou Al-Thani. "Eles me disseram que não poderia deixar o país. Agora temo que algo possa acontecer comigo e eles culpem o Catar."

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O vídeo continua: "Quero apenas deixar claro que o Catar é inocente, que estou sendo mantido (detido) pelo xeque Mohamed e tudo o que acontecer comigo será sua responsabilidade".

Os Emirados Árabes Unidos são um dos quatro países que boicotam o Catar por considerar que o país apoia o terrorismo. / AP

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