Membro de brigada armada do Hamas é morto por forças de Israel

Polícia e Exército dizem ter eliminado Ali Suweiti, que teria realizado ataques contra israelenses

Agência Estado e Associated Press

26 de abril de 2010 | 09h13

BEIT AWWA - Forças israelenses mataram nesta segunda-feira, 26, um procurado membro do Hamas que estava escondido no sul da Cisjordânia, informaram a Polícia e o Exército de Israel. Uma equipe com policiais, soldados e membros do serviço de inteligência Shin Bet "eliminou Ali Suweiti", disse um porta-voz da Polícia da fronteira.

O Exército informou que o grupo cercou a casa em Beit Awwa onde Suweiti estava escondido e ordenou que ele se rendesse. O militante se recusou e "abriu fogo contra as forças", que reagiram, afirmou o Exército em comunicado. "O terrorista continuou a disparar e acabou morto", segundo a nota.

Moradores da cidade carregaram o corpo do palestino. Nascido em 1968, Suweiti "era um membro do esquadrão militante Hamas" e realizou cinco ataques a tiros e um com explosivo entre 1999 e 2004, segundo o Exército israelense. Em um ataque em abril de 2004, ele matou um policial da fronteira na Cisjordânia, afirmou a mesma fonte.

O Hamas, grupo que controla a Faixa de Gaza, realizou vários ataques que resultaram em mortes e é considerado um grupo terrorista por Israel e pelos EUA. Um porta-voz do Hamas, Sami Abu Zuhri, afirmou que "o assassinato do comandante (da Brigada) al-Qassam é um crime perigoso, que ocorre no contexto da determinação da ocupação de eliminar as forças de resistência e especialmente as Brigadas al-Qassam na Cisjordânia".

As Brigadas al-Qassam são o braço armado do Hamas. Ainda segundo o porta-voz, houve apoio das forças do Fatah para essa morte. O Fatah é o grupo do presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, opositor ao Hamas.

Assentamentos

Vereadores de Jerusalém disseram também nesta segunda que foram interrompidas as construções de novos assentamentos em Jerusalém Oriental. Os palestinos querem essa parte da cidade como capital de seu futuro Estado independente.

Anteriormente, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que essas construções não seriam paralisadas. Um vereador, porém, afirmou que altos funcionários de Jerusalém comunicaram a ele que o escritório de Netanyahu ordenou verbalmente o congelamento das construções.

 

Outro vereador disse que as comissões que revisavam semanalmente o plano de construções quase não tinham se reunido, desde a visita do vice-presidente dos EUA, Joe Biden, ao país. As duas fontes pediram anonimato.

No mês passado, Israel anunciou novas construções em Jerusalém Oriental durante a visita de Biden. A atitude levou a várias críticas de autoridades norte-americanas. Com informações da Dow Jones.

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