Membro do Taleban preso admite morte de líder no Paquistão

Porta-voz da milícia diz reconhecer morte de Baitullah Mehsud, embora grupo desminta informação

Agência Estado e Associated Press,

18 de agosto de 2009 | 11h32

O porta-voz capturado do Taleban capturado na segunda-feira no Paquistão afirmou a seus interrogadores nesta terça-feira, 18, que o líder do grupo extremista do país foi morto no início deste mês, informaram as autoridades de segurança do país.

 

Maulvi Umar, representante da milícia extremista, disse que reconheceu a morte de Baitullah Mehsud, líder do Taleban no Paquistão, a quem oficiais americanos e locais afirmam ter matado em um ataque com um míssil dos EUA, no dia 5. Vários comandantes da milícia, porém, afirmam que Mehsud está vivo. As declarações de Umar seriam a primeira admissão do Taleban de que Mehsud morreu.

 

A captura do porta-voz foi a segunda prisão importante de uma figura de destaque do Taleban nas últimas 24 horas. Como porta-voz oficial da Tehrik-e-Taliban Pakistan, a organização formada em 2007 por vários movimentos regionais e tribais islamitas, Umar frequentemente telefonava para jornalistas para assumir a responsabilidade do grupo por ataques terroristas no Paquistão.

 

Além de ser o porta-voz do grupo, Umar era um assessor importante de Mehsud. Inicialmente, ele operava relativamente livre, um reflexo da relutância do antigo governo paquistanês em reprimir o grupo.

 

Após o exército paquistanês iniciar sua ofensiva em abril, Umar passou a trocar frequentemente de número de telefone e parou de aparecer em público. Mesmo assim, ele ainda telefonava para a imprensa com mensagens da liderança do Taleban.

 

Ele foi capturado com dois militantes em um vilarejo na região tribal de Mohmand, na noite de segunda-feira, quando viajava de carro para o Waziristão do Sul, uma fortaleza do Taleban, disse Javed Khan, um administrador do governo.

 

A captura de Umar aconteceu um dia após o governo prender Qari Saifullah, que acredita-se seja um comandante do Taleban paquistanês e outro associado próximo a Mehsud. Saifullah foi descoberto em um hospital de Islamabad, capital paquistanesa, onde era tratado de ferimentos. Saifullah disse ter sido ferido em um ataque americano de mísseis perto da fronteira, no Waziristão do Sul.

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