Membros Conselho de Segurança discutem caso iraniano

Os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU reuniram-se nesta sexta-feira em seu segundo encontro sobre a crise nuclear do Irã, e devem discutir novas propostas para que Teerã cesse seu programa nuclear. Os embaixadores se reuniram na missão americana da ONU, há vários quarteirões de distância do prédio do Secretariado das Nações Unidas, em uma tentativa de fugir da especulação da mídia. Enquanto entravam no prédio, eles se recusaram a comentar sobre as discussões. Os cinco diplomatas da França, China, Reino Unido, Rússia e Estados Unidos debatem idéias para incluir em um comunicado não obrigatório que será considerado pelo Conselho na semana que vem. Na quarta-feira França, Reino Unido e Estados Unidos fizeram circular uma listas de propostas para o comunicado. Um diplomata que viu o documento disse que ele incluía a exigência do encerramento da construção de um reator e o fim do enriquecimento de urânio. As propostas do comunicado não obrigatório ainda são preliminares e certamente mudarão na versão final do texto, que deverá ser submetida ao Conselho de 15 nações, na semana que vem. Um diplomata em Viena disse que a proposta preliminar pede que o diretor da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Mohamed El-Baradei, se reporte ao Conselho em duas semanas. Segundo o diplomata, as idéias preliminares não impõem um tom rígido ao Irã. "É, principalmente, a demonstração de sérias preocupações, um pedido de transparência e um lembrete a todos os Estados, não só ao Irã, de suas obrigações. Não há ameaça alguma". A falta de ameaças é reflexo dos esforços da Rússia e da China no grupo. Os dois países já deixaram claro que se opõem a uma linha mais firme adotada pelo Conselho e que deixariam a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) liderar as negociações. Enquanto isso, Estados Unidos, França e Reino Unido, pedem uma ação mais rígida.

Agencia Estado,

10 Março 2006 | 19h23

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