Membros da Al-Qaeda refugiados no Líbano, segundo jornal israelense

Cerca de 200 membros da rede terrorista Al-Qaeda, entre eles vários comandantes, se estabeleceram no Líbano, com o consentimento da Síria, informou hoje o jornal israelense Haaretz.Uma fonte em Jerusalém, que pediu para não ser identificada, confirmou a versão do diário, indicando que a informação é proveniente de agências de inteligência ocidentais e de Israel. Segundo a fonte, os membros da Al-Qaeda estariam escondidos no campo de refugiados palestinos de Ein el-Hilweh, próximo ao povoado libanês de Saida.Em Beirute, uma fonte de segurança libanesa, que também pediu para não ser identificada, negou a presença de membros da Al-Qaeda no campo de refugiados. De acordo com a fonte libanesa, naquele campo encontram-se entre 15 e 20 militantes islâmicos que se esconderam ali depois de terem participado de tiroteios nos quais morreram nove soldados israelenses.Zeev Schiff, um conhecido jornalista israelense especializado em temas militares, disse ao Haaretz que o regime de Damasco permitiu que entre 150 e 200 ativistas da Al-Qaeda residissem no campo de refugiados de Ein el-Hilweh.O grupo, segundo Schiff, inclui comandantes da rede quechegaram do Afeganistão depois de terem passado pela Síria e o Irã.De acordo com o Haaretz, Mohammed Atta, que seqüestrou o primeiro avião que se chocou contra o World Trade Center em 11 de setembro do ano passado, visitou a Síria em duas ou três ocasiões, mas as agências de inteligência sírias não entregaram esta informação aos Estados Unidos.Além disso, o filho de Osama bin Laden, Omar, e sua mãe,Nagwa, viveram na Síria até três semanas antes dos atentados, e abandonaram esta nação depois de receberem instruções neste sentido. O Haaretz informou que o filho de Bin Laden retornou à Síria pelo menos três vezes depois do 11 de setembro.

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