Membros da Fatah atacam sede do parlamento palestino

Centenas de membros das forças de segurança leais à Autoridade Nacional Palestina (ANP), vinculados à Fatah, abriram fogo nesta segunda-feira contra a sede do Parlamento palestino e do Conselho de ministros em Ramallah, ambas instituições controladas pelo Hamas.Fontes palestinas próximas à ANP em Ramallah informaram que se trata de uma represália aos ataques do Hamas contra ativistas da Fatah na faixa de Gaza. Não houve informes sobre vítimas."Toda vez que eles tocarem um dos nossos em Gaza, nós vamos atingir dez deles na Cisjordânia", disse um combatente da Força de Segurança Preventiva, ligada ao partido Fatah, do presidente da ANP Mahmoud Abbas. Os agressores quebraram as janelas da sede da Câmara Legislativa antes de tomar o edifício do Conselho de Ministros. Várias testemunhas no local dizem que os agentes destruíram computadores, móveis, arquivos e incendiaram parte do prédio. Após o ataque em Ramallah, membros da Fatah anunciaram o seqüestro do legislador do Hamas Khalil Rabei, durante a ação violenta contra o governo. Por meio de um telefonema à agência Associated Press, os milicianos anunciaram a captura de Rabei. Eles não deram mais detalhes sobre a condição do legislador ou sobre as exigências para sua libertação. Dezenas de militantes das Brigadas dos Mártires de Al Aqsa, que apóiam a Fatah, participaram dos ataques às sedes do Executivo e do Legislativo palestinos. Eles ameaçam atacar as sedes do Parlamento palestino em toda a Cisjordânia. Em Nablus, homens armados atiraram contra gabinetes legislativos na cidade cisjordaniana. A autoria dos disparos ainda não é conhecida. As Brigadas dos Mártires de Al Aqsa possuem uma forte presença na cidade. A confrontação entre Fatah e Hamas se intensificou em janeiro passado, quando o Hamas venceu as eleições parlamentares palestinas. O fato de Israel, os EUA e seus aliados europeus não terem reconhecido a vitória e o governo do Hamas aparentemente contribuiu para que a Fatah, considerado "moderado" em suas relações com Israel, radicalizasse suas posições em relação ao Hamas.

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