Membros da OEA criticam estado de sítio em Honduras

Os países da Organização dos Estados Americanos (OEA) condenaram, hoje, a suspensão de garantias individuais pelo governo de facto de Honduras, e a resposta negativa da atual administração à entrada no país de uma missão de representantes da OEA. O organismo pediu uma solução pacífica para a crise.

AE-AP, Agencia Estado

28 de setembro de 2009 | 15h17

O secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, advertiu que as medidas adotadas ontem são um passo no sentido contrário à normalização do quadro. "Isso não deve nos levar a mudar de rumo, mas sim a persistir na noção de que é necessário e possível alcançar uma solução pacífica para o conflito que se vive nesse país", afirmou Insulza.

Insulza advertiu que a restrição de direitos civis por 45 dias é "uma espécie de estado de exceção", que agrava a situação no país. O Conselho Permanente da OEA realizou, hoje, uma sessão extraordinária para tratar da situação em Honduras. Segundo Insulza, apenas um representante da OEA conseguiu entrar no país, enquanto os outros quatro "foram conduzidos a um avião para serem deportados".

O embaixador do Brasil na OEA, Ruy Casaes, disse que as novas ações mostram que o governo de facto não está disposto a dialogar e considerou que a situação chegou a um ponto em que hoje existe uma "ameaça" à paz internacional. Casaes pediu uma resposta "inequívoca" da comunidade internacional.

O embaixador mexicano na OEA, Gustavo Albin, expressou "profunda preocupação" com os novos acontecimentos no país. O embaixador do Panamá, Guillermo Cochez, disse que a situação mostra "simplesmente que o governo de facto está desesperado". O embaixador da Guatemala, Jorge Skinner, afirmou que as últimas medidas mostram uma atitude "totalitária e despótica" do governo de facto liderado por Roberto Micheletti.

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