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Membros do Estado Islâmico executam duas pessoas acusadas de bruxaria

Fonte que não quis se identificar disse que cidadão líbio e mulher de origem árabe foram acusadas de combater o califado

O Estado de S. Paulo

14 de dezembro de 2015 | 12h31

TRÍPOLI - Membros de uma afiliada líbia do grupo terrorista Estado Islâmico (EI) executaram na noite de domingo um cidadão líbio e uma mulher de origem árabe acusados de bruxaria na cidade de Sirte, um das duas fortificações dos jihadistas no país.

Uma fonte de segurança na cidade litorânea, situada a 435 km ao leste de Trípoli, explicou que as duas pessoas foram acusadas de combater o califado e, por isso, foram mortas na Praça de Mártires, no centro de Sirte.

"Provavelmente a mulher executada é de nacionalidade sudanesa", acrescentou a fonte, que não quis ser identificada.

Esta é a segunda execução por bruxaria ocorrida na Líbia nos últimos meses, depois que a agência de notícias local WAL revelou o caso de dois clérigos líbios identificados como Said al Maidani e Adel Hafez.

Os grupos armados ligados ao EI aumentaram sua influência e ampliaram o controle territorial na Líbia ao longo de 2015, graças em grande parte ao conflito entre os dois governos rivais e o fracasso da mediação da ONU.

Assentados na cidade oriental de Derna, próxima à fronteira com o Egito, os jihadistas conseguiram repelir os ataques das diferentes forças contra seu reduto e conquistar a cidade portuária de Sirte.

Estes grupos criaram na região estruturas administrativas e militares que começaram a avançar rumo às principais instalações petrolíferas.

Com a ajuda de voluntários treinados na Síria e no Iraque, em grande parte tunisianos, os grupos conseguiram se assentar nos arredores da cidade de Sabratah, situada entre a capital e a fronteira da Tunísia. /EFE

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