Membros do ETA são condenados a 100 anos de prisão

Asier Carrera e Luis Marinelarena, membros do grupo separatista basco ETA, foram condenados hoje a mais de 100 anos de prisão cada um pelos assassinatos de um dirigente do Partido Socialista e do guarda-costas dele, em um atentado a bomba perpetrado há dois anos.Um painel de três juízes da Audiência Nacional condenou os dois etarras por cinco delitos de terrorismo e um de fraude, com relação aos assassinatos de 22 de fevereiro de 2000 de Fernando Buesa e Jorge Diez.Segundo o tribunal, Carrera acionou o controle remoto que detonou a carga explosiva que matou os dois homens, a 200 metros da sede do governo autônomo basco em Vitoria, a capital da província de Alava. Embora Marinelarena não estivesse presente no momento do atentado, os juízes o condenaram à mesma pena. Buesa, um legislador socialista de 53 anos, era um conhecido opositor da luta do ETA para criar um Estado basco independente. Segundo as leis espanholas, apesar de terem sido condenados a 100 anos e nove meses de prisão, ambos cumprirão apenas 30 anos. Além disso, eles têm direito à redução da pena por bom comportamento e podem cumprir menos de 20 anos.

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