Phil Noble / Reuters
Phil Noble / Reuters

Membros do gabinete de Boris Johnson ameaçam rebelião se Brexit não tiver acordo

De acordo com jornal americano, os secretários advertiram Johnson, em uma reunião de gabinete, sobre o 'grave' risco direto para o país no caso da Irlanda do Norte

Redação, O Estado de S.Paulo

09 de outubro de 2019 | 22h52

LONDRES - O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, enfrenta uma rebelião de seu gabinete, com cinco secretários de Estado ameaçando renunciar caso o Reino Unido deixe a União Europeia sem um acordo comercial, revelou nesta quarta-feira, 9, o The New York Times

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Entre os rebeldes estão o secretário da Cultura, Nicky Morgan, o ministro britânico para a Irlanda do Norte, Julian Smith, o secretário de Justiça, Robert Buckland, o secretário da Saúde, Matt Hancock, e o procurador-geral, Geoffrey Cox. A lista ainda inclui deputados conservadores que pretendem renunciar se não houver um acordo para o Brexit, previsto para o dia 30.

De acordo com o The New York Times, os secretários advertiram Johnson, em uma reunião de gabinete, sobre o “grave” risco direto para o país no caso da Irlanda do Norte. Fontes do governo britânico disseram nesta quarta que Johnson quer convocar uma reunião extraordinária do Parlamento no dia 19 para decidir os rumos do Brexit. 

O premiê deve propor aos deputados um acordo de saída da UE negociado de última hora, algo improvável a essa altura das negociações, ou outras opções para o processo, como um divórcio sem acordo ou o cancelamento do Brexit.

Negociação

O líder do Partido Trabalhista, Jeremy Corbyn, o maior da oposição, afirmou nesta quarta que, se não houver acordo, utilizará a sessão para obrigar Johnson a pedir um adiamento da data de saída da UE. Há também a hipótese de a oposição apresentar – e obter – uma moção de censura contra Johnson, que promete deixar o bloco na data prevista, com ou sem acordo, apesar de a chamada “Lei Benn” o obrigar requisitar a prorrogação do prazo aos europeus, caso não haja um acordo. / REUTERS e EFE

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