Memorando pede o fechamento de reator na Coréia do Norte

Os negociadores da Coréia do Norte e dos Estados Unidos assinaram em janeiro, em Berlim, um memorando noqual reconheciam as medidas que devem ser tomadas para encerrar o programa nuclear norte-coreano, informou nesta quinta-feira o jornal japonês Asahi Shimbun.Segundo o jornal, o enviado americano, Christopher Hill, e o representante norte-coreano, Kim Kye Gwan, acertaram o fechamento do reator nuclear de Yongbyon em troca de ajuda energética e humanitária.O memorando será a base das conversas de seis lados que recomeçam nesta quinta-feira em Pequim, com representantes das duas Coréias, China, Japão, EUA e Rússia.O jornal acrescenta que o vice-ministro de Relações Exteriores chinês, Wu Dawei, que preside a reunião, já recebeu uma cópia do memorando.Christopher Hill negou, porém, que os dois países tenham assinado um memorando durante as conversas bilaterais. "As discussões foram boas e queremos ver o que podemos fazer na próxima sessão das conversas. Não assinamos nada", disse Hill aos jornalistas, colocando que está esperançoso com a retomada das conversas.Hill afirmou na quarta-feira ao chegar a Pequim que "o sucesso será cumprir o comunicado conjunto de setembro de 2005".IncentivosA existência de um acordo já tinha sido antecipada, dias atrás, pelo mesmo jornal, que explicava que o regime de Kim Jong-il renunciaria a seu programa nuclear em troca de 500 mil toneladas anuais de combustível ou de outro tipo de energia.Além disso, o regime comunista estaria disposto a permitir a entrada no país de inspetores internacionais, como forma de suspender as restrições financeiras americanas.Para avançar nas negociações, Pyongyang exigiu o descongelamento de US$ 24 milhões depositados em contas bancárias do Banco Delta Asia, em Macau.Kim Kye Gwan disse que as ações da Coréia do Norte serão determinadas pela atitude dos Estados Unidos. "Nós estamos fazendo um julgamento baseado na desistência dos Estados Unidos de sua política hostil para conseguirmos uma coexistência pacífica", declarou Kim.

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