Menem diz que é inocente e não traficou armas

O ex-presidente da Argentina, Carlos Menem, declarou nesta sexta-feira sua "absoluta e total inocência" às acusações de que ele ilegalmente traficou armamentos para o Equador e a Croácia na década de 1990. Menem, que governou a Argentina entre 1990 e 2000, está atualmente com 81 anos. Ele é julgado junto a outros 17 ex-oficiais militares e policiais argentinos suspeitos no caso.

AE, Agência Estado

26 de agosto de 2011 | 17h23

Entre 1991 e 1995, Menem assinou três decretos secretos os quais aprovaram as vendas de armamentos à Venezuela e ao Panamá. Mas o verdadeiro destino das armas era a Croácia, que na época lutava sua guerra de independência contra a Iugoslávia, e o Equador, cujas tropas entravam em choques armados com soldados peruanos na fronteira. Os dois países estavam sob embargos internacionais de armas.

Menem disse nesta sexta-feira que ele apenas assinou os documentos e não sabia a verdadeira destinação das armas. A promotoria argentina afirma que Menem, como presidente, deveria saber a destinação das armas e pediu uma sentença de oito anos de prisão.

As informações são da Associated Press.

Tudo o que sabemos sobre:
ArgentinaMenemjulgamento

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.