Paul Stringer/AFP
Paul Stringer/AFP

Menina sequestrada na Nigéria pelo Boko Haram há mais de dois anos é encontrada

Amina foi achada por um membro do grupo de vigilância civil nas margens da floresta de Sambisa; ela é uma das 276 meninas raptadas em abril de 2014 por frequentar aulas comuns

O Estado de S. Paulo

18 Maio 2016 | 12h44

MAIDUGURI, NIGÉRIA - Uma das 200 meninas sequestradas em Chibok há mais de dois anos pelo grupo jihadista Boko Haram foi encontrada sã e salva em uma floresta do norte da Nigéria, informou nesta quarta-feira, 18, o porta-voz da Comunidade de Chibok, Manasseh Allen.

A adolescente Amina, que já foi identificada por sua mãe, foi achada por um membro do grupo de vigilância civil nas margens da floresta de Sambisa, principal refúgio dos islamistas nigerianos.

Posteriormente, foi levada para que sua mãe e o vice-diretor da escola de Chibok da qual foi sequestrada em abril de 2014 a reconhecessem. Ambos confirmaram sua identidade.

Fontes da Comunidade asseguram que a menor foi encontrada com um bebê de poucos meses que poderia ser seu filho.

Amina é uma das 276 meninas que foram sequestradas durante a madrugada de 14 de abril de 2014 enquanto dormiam na escola como represália por frequentar aulas comuns. Para o Boko Haram, receber uma educação fora das escolas islâmicas é uma traição aos valores do Islã.

Após várias informações falsas sobre supostos resgates, 218 meninas ainda permanecem desaparecidas.

Organizações internacionais calculam que o Boko Haram tem em seu poder milhares de mulheres e meninas, mas nenhuma delas ganhou tanta repercussão como as de Chibok, transformadas em um símbolo por campanhas em redes sociais iniciadas por personalidades famosas.

Boko Haram, cujo nome costuma ser traduzido como "a educação não islâmica é pecado", luta para impor um Estado islâmico no nordeste da Nigéria por meio de uma campanha de terror. Um de seus principais objetivos é o sistema educacional.

Ao longo de mais de 6 anos de conflito, o grupo assassinou mais de 12 mil pessoas, segundo estimativas governamentais, e obrigaram mais de 2,5 milhões de pessoas a fugirem de suas casas. /EFE

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