Menino-bomba de 12 anos mata ao menos 31 soldados no Paquistão

Atentado acontece em região fronteiriça onde o Exército combate o Taleban paquistanês

estadão.com.br,

10 de fevereiro de 2011 | 04h49

  Policial afasta civis da cena do atentado. Foto: Fayaz Aziz/Reuters

Atualizada às 9h54

ISLAMABAD - Um menino-bomba de 12 anos matou ao menos 31 pessoas em um centro de recrutamento militar em Maidan, noroeste do Paquistão. Pelo menos outros 41 ficaram feridos. O atentado aconteceu em uma instalação do Regimento de Punyab situada em Mardán, na província de Khyber-Pakhtunkhwa, segundo um porta-voz militar. Fonte da Polícia de Mardán acrescentou que o ataque ocorreu quando as vítimas rezavam e também não pôde esclarecer a identidade dos mortos.

O centro se encontra em uma zona militar restrita, como muitas outras no país que abrigam instalações ou academias militares. Por isso, lançar ataques contra estes centros costuma ser mais complicado que em mercados ou mesquitas.

O atentado contraria a afirmação do governo paquistanês, de que as ações repressivas do Exército enfraqueceram os militantes, pois indica que os grupos armados da região estão se reorganizando após um período de calmaria.  Nos últimos meses, os atentados no país vinham sendo, na maior parte, de fundo sectário, e não tinham como alvo os militares.

O Exército do Paquistão vem realizando uma série de ofensivas contra insurgentes do Taleban ligados à rede Al-Qaeda, mas as operações em áreas tribais, onde o Estado não consegue impor a lei, mas não vêm conseguindo deter a determinação dos militantes de desestabilizar o governo, apoiado pelos Estados Unidos.

 

Com Efe e Reuters

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