Metropolitan Police/Handout/Via REUTERS
Metropolitan Police/Handout/Via REUTERS

Menino de 5 anos é identificado como vítima mais jovem de incêndio em prédio de Londres

Isaac Paulous foi descrito por sua família como um 'menininho cheio de energia' que era 'amado por todos seus amigos'; autoridades britânicas cogitam acusações criminais, incluindo homicídio culposo, aos responsáveis pelo edifício em razão do incêndio

O Estado de S.Paulo

27 Junho 2017 | 10h54

LONDRES - Um menino de 5 anos de idade foi identificado pela polícia nesta terça-feira, 27, como a vítima mais jovem do incêndio que destruiu um prédio de apartamentos em Londres há duas semanas, matando ao menos 79 pessoas.

Isaac Paulous foi reconhecido como um dos que morreram depois que as chamas devastaram a Torre Grenfell, de 24 andares, prendendo muitos dentro de seus apartamentos.

"Isaac, nosso filho amado, foi tirado de nós quando estava só com 5 anos de idade", disse sua família em um comunicado. "Todos nós sentiremos falta de nosso menininho cheio de energia. Ele era um menino muito bom que era amado por seus amigos e sua família. Iremos sentir sua falta para sempre, mas sabemos que Deus está cuidando dele agora e ele está a salvo no céu."

Até agora a polícia identificou cerca de 20 dos 79 mortos ou desaparecidos e alertou que talvez nunca se saiba quantas pessoas de fato morreram no incêndio.

O governo britânico vem sendo cada vez mais criticado por sua reação ao desastre, e a polícia disse que irá cogitar acusações criminais, incluindo homicídio culposo, aos responsáveis pelo edifício devido ao incêndio.

O agente a cargo da investigação disse que o revestimento exterior do prédio foi reprovado em todos os testes de segurança de incêndio, e na segunda-feira o governo disse que torres de apartamentos de 75 andares com revestimentos semelhantes de toda a Inglaterra também foram reprovadas.

A empresa americana Arconic informou que interrompeu as vendas globais de seu revestimento Reynobond PE, que foi usado na Torre Grenfell, para uso em arranha-céus após o incêndio. / REUTERS

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