Ben Wise / Comitê Internacional de Resgate / AP
Ben Wise / Comitê Internacional de Resgate / AP

Uganda registra duas mortes por ebola, primeiras vítimas da doença no país

Garoto de 5 anos e avó morreram; segundo as autoridades de saúde da República Democrática do Congo, todos os membros da família aceitaram ser repatriados para se submeter a tratamentos experimentais

Redação, O Estado de S.Paulo

12 de junho de 2019 | 09h46
Atualizado 13 de junho de 2019 | 06h53

KAMPALA - Um menino de 5 anos de idade morreu nesta terça-feira, 11, de ebola em Uganda, a primeira vítima da doença no país que faz fronteira com a República Democrática do Congo (RDC), onde a epidemia surgiu há 10 meses. Na madrugada desta quinta, 13, a avó do garoto, de 50 anos, também morreu. As informações foram confirmadas por autoridades locais.

O irmão do menino, de 3 anos, também está infectado com o vírus. Segundo as autoridades de saúde da RDC, todos os membros da família aceitaram ser repatriados para se submeter a tratamentos experimentais. Mais de 1,4 mil pessoas morreram em razão do surto do ebola declarado no leste do Congo em agosto.

"O menino (de 5 anos) foi diagnosticado com ebola em Kasese no dia anterior e morreu durante a noite na unidade de quarentena", afirmou um funcionário do Ministério da Saúde de Uganda. "Ele será enterrado hoje", acrescentou a fonte, que indicou que toda a família do menino foi admitida na unidade de quarentena.

Na terça, ministra da Saúde, Ruth Aceng, disse que o menino tinha viajado com a família da cidade de Kasese (oeste do país) para a República Democrática do Congo para um funeral e que, ao voltar para Uganda, ficou doente.

O Ministério da Saúde do país e a Organização Mundial da Saúde (OMS) enviaram uma equipe de especialistas a Kasese para verificar se há outros casos e vacinar pessoas que possam ter estado em contato com a criança. Além disso, a OMS afirmou que Uganda imunizou 4,7 mil profissionais da saúde com uma vacina experimental.

Uganda está em alerta desde o início da epidemia de ebola no leste da RDC, onde 2 mil casos foram registrados. Destes, dois terços foram fatais. / AFP e AP

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