Menino paraguaio vai receber sobrenome Lugo

A Justiça paraguaia ordenou hoje que o sobrenome Lugo seja acrescentado ao nome do menino Guillermo Fernando, de quase 2 anos de idade, cuja paternidade foi reconhecida pelo presidente do país, Fernando Lugo. A juíza do Fórum Civil e Comercial de Assunção, Judith Gauto, disse que firmou uma resolução aceitando o pedido realizado pelo presidente para adicionar seu sobrenome "ao nome de seu filho". "Previamente recebi o parecer favorável da promotora Belén Prieto. Então estou enviando um ofício ao Registro Civil para registrar o menino como Guillermo Fernando Lugo Carrillo", apontou a magistrada, no Palácio de Justiça.

AE-AP, Agencia Estado

23 de abril de 2009 | 14h57

A mãe do garoto, Viviana Carrillo, denunciou no dia 8 que o presidente era o pai do menino ante um juizado da infância e juventude da cidade de Encarnación, localizada a 500 quilômetros ao sul de Assunção. Segundo ela, a relação afetiva do casal começou quando Viviana, hoje com 26 anos, tinha apenas 16 e ele era bispo da diocese de San Pedro. No dia 13, Lugo surpreendeu a todos ao admitir em um ato público no Palácio do Governo que, de fato, o menino era seu filho e ele o assumiria. O reconhecimento levantou uma polêmica acerca do celibato, rompido por Lugo ainda quando era bispo.

Em meio à confusão, no dia 20 apareceu Benigna Leguizamón, de 25 anos, que de Ciudad del Este denunciou que seu filho de 6 anos, chamado Lucas Fernando, nasceu de uma relação com Lugo, reclamando também a paternidade. Benigna iniciou um processo nos tribunais de Ciudad del Este e seu advogado, Seon Je Park, informou hoje que "Lugo será notificado em um prazo de 9 meses, mas esse pleito terá uma duração de um pouco mais de um ano".

Ontem, surpreendentemente, surgiu uma terceira mulher, Damiana Hortensia Morán, de 39 anos, que afirmou que seu filho de um ano e quatro meses também é filho do presidente. "Somente quero que se saiba a verdade. Me apaixonei por Fernando (Lugo) porque como homem é um fenômeno", disse. Segundo Damiana, o presidente telefonou para ela dizendo que se tranquilizasse, pois seu advogado Marcos Fariña iria conseguir "o que eu quisesse". "Mas lhe disse que não quero nada", afirmou.

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