AP Photo/Sakchai Lalit
AP Photo/Sakchai Lalit

Jovens apátridas resgatados em caverna recebem nacionalidade tailandesa

Três meninos e seu técnico receberam documento de identidade nesta quarta-feira em cerimônia o distrito de Khanakham; país tem cerca de 480 mil pessoas apátridas, a maioria oriunda de tribos nômades e grupos étnicos de territórios perto da fronteira

O Estado de S.Paulo

08 Agosto 2018 | 14h01

BANGCOC - A Tailândia concedeu nesta quarta-feira, 8, nacionalidade a três meninos e seu técnico resgatados em uma caverna neste país do Sudeste Asiático, os quais eram apátridas.

Os 11 menores, com idades entre 11 e 16 anos, membros da equipe de futebol "Javalis Selvagens" e seu técnico de 25 anos, Ekapol Chanthawong, ficaram presos de 23 de junho a 10 de julho na caverna de Tham Luang, uma das maiores da Tailândia.

Depois de um resgate no qual todos saíram vivos e que foi considerado quase um milagre, eles ficaram uma semana hospitalizados e, depois, foram enviados para um templo budista. Saíram de lá no sábado passado, com as cabeças raspadas, mas sem a veste de principiantes que usavam quando entraram.

Durante as operações de resgate, informou-se que três dos garotos e seu técnico não tinham nacionalidade tailandesa, o que aumentou a pressão sobre o governo para que lhes fosse concedida.

"Hoje, todos vocês têm nacionalidade tailandesa", proclamou o chefe do distrito de Khanakham, Mae Sai, durante uma cerimônia nesta quarta, durante a qual foi entregue a documentação de identidade.

Na Tailândia, vivem cerca de 480 mil pessoas apátridas. A maioria é oriunda de tribos nômades e de outros grupos étnicos presentes em territórios próximos à fronteira, como Mianmar, Laos e o sudeste da China.

A família de um dos meninos presos na caverna é do estado de Wa, uma região autônoma de Mianmar. / AFP

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