Menos crianças vão à guerra, mas problemas persistem

O número de crianças forçadas a lutarem guerras caiu, mas alguns governos e grupos armados resistemà pressão mundial contra essa prática, segundo um relatóriodivulgado na terça-feira. A Coalizão para Parar o Uso de Crianças-Soldados disse queo número de conflitos que empregam menores caiu de 27 em 2004,ano do relatório anterior, para 17 em 2007. A entidade diz que é impossível fazer estimativas seguras,mas que dezenas de milhares de crianças lutaram em guerrasentre 2004 e 2007. Nove governos nesse período usaram menoresem seus exércitos -- Mianmar, Chade, República Democrática doCongo, Somália, Sudão, Uganda, Iêmen, Israel e Grã-Bretanha,que enviou menores de 18 anos ao Iraque. "Crianças soldados são ideais porque não se queixam, nãoesperam salário e, se você manda matar, elas matam", disse umoficial do Chade citado no relatório. Em 19 países, crianças e adolescentes foram recrutados paragrupos armados, sendo que em 14 países houve recrutamento porgrupos ligados aos respectivos governos. Adolescentes foramusados em atentados suicidas no Afeganistão, no Iraque e nosterritórios palestinos. A maioria dos governos acusados nega o uso de crianças oudiz estar combatendo o problema. Entre os grupos importantes acusados de usar menores comocombatentes estão os Tigres da Libertação Tâmil (Sri Lanka), oExército de Resistência do Senhor (Uganda) e as Forças ArmadasRevolucionárias da Colômbia, além de guerrilheiros maoístas daÍndia e rebeldes da Tailândia. Para Victoria Forbes Adam, diretora da coalizão, o direitointernacional "teve impacto limitado em deter o uso decrianças-soldados por grupos armados". Comandantes rebeldes de Serra Leoa e do Congo estão sendojulgados por crimes de guerra por causa disso, mas muitosoutros acusados desfrutam da impunidade. Para ler o relatório completo, em inglês, visite o sitehttp://www.childsoldiersglobalreport.org.

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