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Mentor dos ataques em Paris morreu na operação de 4.ª feira, confirma procurador

Abdelhamid Abaaoud era belga e havia deixado sua casa em 2014 para lutar com o Estado Islâmico

Andrei Netto, correspondente / Paris, O Estado de S. Paulo

19 de novembro de 2015 | 10h45

(Atualizada às 11h35) PARIS - A megaoperação de sete horas de duração realizada pela polícia da França na quarta-feira 18 resultou na morte do jihadista belga Abdelhamid Abaaoud, considerado o mentor dos atentados de Paris na sexta-feira 13, confirmou nesta quinta-feira, 19, o procurador do Polo Antiterrorismo do Ministério Público de Paris, François Molins

Abaaoud foi morto durante a ação que desbaratou uma quarta célula terrorista que se prepararia para a realização de atentados com fuzis Kalashnikov e explosivos. Na operação morreu ainda uma mulher-bomba, prima de Abaaoud, que detonou seu cinto de explosivos diante da polícia. Ela foi identificada como Hasna Aitboulahcen.

Salah Abdeslam, um dos autores dos ataques em Paris, continua foragido.

As informações foram confirmadas em comunicado oficial distribuído por Molins. "Abdelhamid Abaaoud foi formalmente identificado, após comparação de digitais, como tendo sido morto da operação. O corpo dele era o encontrado por nós no prédio, ferido por tiros", diz o comunicado.

Na noite da quarta-feira, os rumores sobre a execução já circulavam em Paris e a informação chegou a ser publicada pelo jornal americano The Wall Street Journal. 

O primeiro-ministro da França, Manuel Valls, veio a público saudar a morte de Abaaoud. O ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, concederá entrevista ainda nesta quinta para dar mais informações do caso. 

A confirmação da morte de Abaaoud demorou mais do que o esperado, segundo autoridades francesas, porque o terceiro andar do prédio na Rue du Corbillon, onde ocorreu parte da operação de quarta-feira, ficou danificado, o que atrasou a identificação.

Inicialmente, se acreditava que Abaaoud estava na Síria, mas investigações francesas concluíram que ele havia voltado para a Europa. O belga deixou sua casa em 2014 para lutar com o Estado Islâmico. 

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