Mercados argentinos não reagem à prisão de Menem

Os mercados argentinos não estão reagindo à notícia da prisão do ex-presidente Carlos Menem. O analista Horácio Bonavia, da Portfolio Investment, não acredita que haverá repercussões no mercado porque é bom para o país que os crimes sejam apurados e seus responsáveis punidos. "Seria ruim se, depois de todas as provas, Menem ficasse solto", disse. Ele afirmou ainda que o fundamental é o sucesso da troca dos títulos da dívida que dá fôlego para a Argentina. O analista, no entanto, pondera que se acontecer um movimento dos mercados internacionais em cima de temores de que Cavallo seja atingido, aí sim poderá haver repercussão negativa. Na mesma linha, o analista do Lloyds TSB, Alejandro Loizaga, não acredita numa reação negativa dos mercados. "O risco país não está disparando e se encontra agora em torno de 917 pontos base", falou. O ex-presidente Carlos Menem, por ser maior de 70 anos, deverá pedir a prisão domiciliar e será transferido para uma chácara de um amigo, fora de Buenos Aires. O menemistas acusam o governo e a Justiça de perseguição política contra Menem.

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