Mercenários deixam Líbia e preocupam Mali e Níger

A volta à casa de centenas de tuaregues armados que defendiam Muamar Kadafi preocupa os governos de Mali e Níger. Os tuaregues que estavam no Exército obtiveram a nacionalidade líbia na década de 90. Alguns deles pertenciam a uma unidade militar de elite.

France Presse, O Estado de S.Paulo

30 de agosto de 2011 | 00h00

Nas duas últimas décadas, os dois países, em grande parte localizados no deserto, enfrentaram graves levantes tuaregues, encerrados graças a conversas de paz intermediadas por líderes tribais. Os tuaregues, que sempre se movimentam em amplos trechos do sul do Saara, querem o reconhecimento de sua identidade cultural e pressionam os governos para que desenvolvam suas regiões. Os habitantes alertam que o regresso dos mercenários com armamento pesado líbio poderá beneficiar a Al-Qaeda no Magreb Islâmico, que se originou na Argélia e opera em vários países.

As rebeliões tuaregues que abalaram Mali e Níger nos anos 90 e início da década de 2000 recrudesceram entre 2006 e 2009, o que levou dezenas de milhares de tuaregues a buscar refúgio na Líbia. Com uma comunidade de cerca de 1,5 milhão de pessoas, os tuaregues vivem tradicionalmente no Níger, Mali, Argélia, Líbia e Burkina Fasso.

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