AFP PHOTO / EITAN ABRAMOVICH
AFP PHOTO / EITAN ABRAMOVICH

Mercosul aciona mecanismo capaz de expulsar Venezuela, diz Brasil

Iniciativa foi confirmada pelo ministro da Relações Exteriores Aloysio Nunes após reunião de emergência com os outros três membros fundadores do bloco - Argentina, Paraguai e Uruguai

Felipe Corazza, Enviado Especial / Buenos Aires, O Estado de S.Paulo

01 Abril 2017 | 16h04
Atualizado 01 Abril 2017 | 16h56

BUENOS AIRES - O ministro da Relações Exteriores o Brasil, Aloysio Nunes, afirmou neste sábado, 1º, em Buenos Aires pouco depois da reunião de chanceleres do Mercosul para discutir a situação na Venezuela que foi iniciado o processo que pode culminar na expulsão do país do bloco regional.

Questionado sobre se o documento firmado com outros chanceleres - Eladio Loizaga, do Paraguai, Susana Malcorra, da Argentina, e Rodolfo Nin Novoa, do Uruguai - na capital argentina seria a aplicação da cláusula democrática contra Caracas, o brasileiro afirmou apenas que "os mecanismos estão iniciados".

Os chanceleres dos quatro países fundadores do Mercosul se reuniram de forma urgente em Buenos Aires neste sábado depois que na quinta-feira o Tribunal Supremo da Venezuela (TSJ) decidiu assumir as funções do Legislativo, controlado pela oposição. Neste sábado, o TSJ recuou e revogou a sentença.

Em uma declaração conjunta chamada de "Levando em consideração a ruptura da ordem democrática na República Bolivariana da Venezuela", os chanceleres exortaram a Venezuela a garantir a separação dos poderes e a respeitar o cronograma eleitoral previsto.

"Vimos claramente que tem havido uma intromissão sistemática do Tribunal Supremo de Justiça sobre a Assembleia Nacional e a questão do desacato tem sido usada sistematicamente ao longo do tempo (...) isso mostra que a separação dos poderes, que é a essência da ordem democrática, não se cumpre", disse a chanceler argentina, após o encontro.

"Estamos defendendo que se cumpra o cronograma eleitoral para a votação de governadores, que foram adiadas (em 2016), para autoridades regionais previstas para 2017 e para as presidenciais de 2018", completou a chanceler argentina. / COM AFP

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.