Iván Franco/Efe
Iván Franco/Efe

Mercosul consultará seus embaixadores na Europa sobre incidente com Evo

Bloco decide respaldar denúncia da Bolívia na ONU 'pela grave violação aos direitos humanos'

O Estado de S. Paulo,

12 de julho de 2013 | 17h24

MONTEVIDÉU - Os países do Mercosul concordaram nesta sexta-feira, 12, em chamar para consulta seus embaixadores na Espanha, França, Itália e Portugal sobre a decisão dos países europeus de impedir o uso de seus espaços aéreos pelo avião do presidente boliviano, Evo Morales. A informação foi dada pelo chanceler uruguaio, Luis Almagro, ao ler as decisões tomadas durante a Cúpula do bloco, que ocorre em Montevidéu.

Em resolução aprovada pelos presidentes da Argentina, Cristina Kirchner; Brasil, Dilma Rousseff; Venezuela, Nicolás Maduro; e Uruguai, José Mujica, além de Morales, cujo país se encontra em processo de associação, os países expressaram repúdio às ações. "A gravidade da situação, própria de uma prática neocolonial, constitui um ato insólito, não amistoso e hostil, que viola os direitos humanos e afeta a liberdade de trânsito, o deslocamento e a imunidade de um chefe de Estado."

O avião do presidente boliviano precisou pousar em Viena no dia 2 de julho e permanecer no aeroporto da cidade austríaca por mais de 13 horas, devido a suspeitas de que o ex-técnico da CIA Edward Snowden estivesse a bordo.

Segundo Almagro, o Mercosul também decidiu respaldar a denúncia apresentada pela Bolívia ao Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos "pela grave violação aos direitos humanos" cometida pelos quatro países europeus./ EFE

 
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