Andres Stapff/Reuters
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Mercosul vai emitir resolução sobre espionagem, diz chanceler venezuelano

Jaua declarou que bloco também fará documento sobre a retenção do avião de Evo Morales na Europa

Ariel Palacios, enviado especial ao Uruguai,

11 de julho de 2013 | 12h56

MONTEVIDÉU - O chanceler venezuelano Elias Jaua declarou nesta quinta-feira, 11, em Montevidéu, que o Mercosul emitirá uma resolução condenando a espionagem protagonizada pelo governo dos Estados Unidos nos países da América do Sul. Os governos do bloco do cone sul participam da XLV reunião de cúpula do Mercosul na capital uruguaia.

Segundo Jaua, os países do Mercosul também emitirão um protesto sobre as "ofensas" sofridas pelo presidente da Bolívia, Evo Morales, que, após sair de Moscou na semana passada, precisou esperar em Viena diversas horas até conseguir a liberação para atravessar o espaço aéreo sobre a Espanha e Portugal. Diversos governos europeus suspeitavam que Morales transportava Edward Snowden, ex-técnico da agência de inteligência americana, a CIA, em seu avião presidencial, apesar das negativas do presidente boliviano.

Snowden promete ocupar informalmente parte das reuniões do bloco em Montevidéu, já que Jaua afirmou que o governo do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, "está disposto a assumir as consequências do asilo a Snowden". No entanto,em declarações ao canal Telesur, Jaua sustentou que o asilo somente poderia ser concretizado em solo venezuelano. "E por enquanto Snowden está dentro do aeroporto de Moscou", indicou o ministro.

Jaua afirmou que os EUA estão tentando pressionar a Venezuela, mas, segundo o chanceler chavista, o governo bolivariano "agirá de acordo com a legalidade". Segundo Jaua, a Venezuela sempre "acolhe" os "perseguidos políticos" do mundo.

Em Montevidéu o chanceler venezuelano confirmou que seu país assumirá a presidência pro-tempore do Mercosul com o objetivo de implementar uma "agenda propositiva". A Venezuela ficará no comando do bloco do cone sul pelo período de seis meses.

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