REUTERS/Kim Kyung-Hoon
REUTERS/Kim Kyung-Hoon

Equipes chinesas buscam sobreviventes e estudam acesso a áreas de navio naufragado

Número de mortos subiu para 26; mergulhadores temem furar partes do casco e acabar com bolhas de ar que mantenham pessoas vivas

O Estado de S. Paulo

03 de junho de 2015 | 08h43

PEQUIM - Dezenas de mergulhadores continuam vasculhando nesta quarta-feira, 3, o navio de cruzeiro naufragado no Rio Yangtze em busca de mais de 400 desaparecidos, a maioria idosos, no que pode ser o maior desastre nos meios de transporte da China em quase 70 anos. O número de mortes confirmadas até esta quarta subiu para 26. 

A televisão estatal mostrou socorristas, alguns deles de pé no casco virado da embarcação Estrela do Oriente, trabalhando noite adentro. Só 14 pessoas, incluindo o capitão do barco, foram encontradas vivas desde que o navio virou durante um tornado imprevisto na noite de segunda-feira, com 456 pessoas a bordo. 

Os socorristas parecem não ter perdido as esperanças, embora os cerca de 200 mergulhadores enfrentem dificuldades como portas de cabines bloqueadas por mesas e camas. Também há o temor de que fazer furos improvisadamente no casco estoure bolhas de ar que mantêm as pessoas vivas. 

Mais de 36 horas depois do naufrágio, o condado de Jianli continua sendo atingido por intensas chuvas que ontem chegaram a inundar boa parte de seu território e reduziram a visibilidade nas águas do rio.

Até 180 mergulhadores estão tentando analisar o rio e o estado da embarcação, acompanhados de outros 202 trabalhadores das forças especiais. As autoridades estudam utilizar as embarcações de salvamento para tentar desvirar o navio naufragado ou tentar arrastá-lo até a margem, detalhou Jian.

“Estamos direcionando todos nossos esforços ao trabalho de resgate”, disse o comandante naval Hui Dongyan ao jornal estatal Hubei Daily. A embarcação fazia uma viagem de 11 dias rio acima, da cidade de Nanquim, próxima de Xangai, a Chongqing. 

"Apesar de ser muito difícil, o objetivo agora é encontrar sobreviventes. Ainda há esperança", disse nesta quarta-feira o diretor adjunto do escritório de informação do Ministério das Relações Exteriores da China, Jian Li, durante uma viagem de barco organizada para a imprensa estrangeira até o local do acidente.

Embora o diário People's Daily tenha dito que o barco passou nas inspeções das autoridades de Chongqing no mês passado, em 2013 ele foi investigado e detido pelas autoridades por apresentar defeitos, de acordo com documentos de uma agência reguladora maritíma local. 

O último grande acidente do tipo no leste asiático foi o naufrágio de uma balsa na Coreia do Sul no ano passado que matou 304 pessoas, a maioria adolescentes em uma excursão escolar. /EFE e REUTERS

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