Geert Vanden Wijngaert/AP
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Merkel convida Theresa May para reunião em Berlim

Chanceler alemã não comentou sobre decisão da nova primeira-ministra britânica de escolher Boris Johnson como ministro das Relações Exteriores

O Estado de S.Paulo

14 de julho de 2016 | 08h19

BISHKEK - A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, disse nesta quinta-feira, 14, que convidou a nova primeira-ministra britânica, Theresa May, para uma reunião em Berlim e que está ansiosa para trabalhar com ela.

"É nossa função trabalhar junto a governos de países aliados", disse Merkel em entrevista coletiva durante viagem a Bishkek, no Quirguistão. Ela acrescentou ainda que há muitos problemas no mundo que tornam necessária tal cooperação.

A chanceler disse que conversou com May por telefone na quarta-feira e a convidou para conversações em Berlim. "Estou ansiosa para trabalharmos juntas", acrescentou.

Merkel se negou a comentar sobre a surpreendente decisão de May de escolher Boris Johnson - um dos líderes do movimento pela saída do Reino Unido da União Europeia e que até recentemente era visto como principal candidato a premiê - como ministro das Relações Exteriores.

Na quarta-feira, o gabinete de May informou que ela afirmou por telefone a Merkel e ao presidente francês, François Hollande, que seu governo precisa de tempo antes de iniciar as conversas sobre o processo de saída da União Europeia. 

França. O presidente da França, François Hollande, telefonou para Theresa May na quarta-feira à noite para parabenizá-la e lembrá-la de seu desejo de que as negociações para o Brexit sejam "realizadas o mais rápido possível".

De acordo com a nota divulgada pelo Palácio do Eliseu, os dois líderes "se comprometeram a continuar ativamente o desenvolvimento da relação bilateral que une, amigavelmente, França e Reino Unido em todos os campos". O presidente "lembrou seu desejo de que as negociações para a saída do Reino Unido da União Europeia comecem o mais rápido possível".

Uma "cúpula ou um reencontro" sobre os desdobramentos do Brexit entre Hollande, Merkel, e o primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, acontece no final de agosto na Itália. / Reuters e AFP

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