Merkel declara-se 'pronta para aceitar' salário mínimo

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, declarou-se hoje preparada para aceitar a exigência do Partido Social Democrata (SPD, nas iniciais em alemão) de que seja criado um salário mínimo nacional em troca de um acordo de coalizão que proporcionará a ela um terceiro mandato.

AE, Agência Estado

21 de novembro de 2013 | 14h04

Merkel opunha-se à proposta eleitoral do SPD de que fosse criado um salário mínimo de 8,50 euros por hora trabalhada na Alemanha. Apesar da clara vitória nas urnas, o bloco conservador liderado por Merkel não obteve maioria suficiente para governar sem estabelecer uma coalizão.

"Eu também terei de aceitar coisas que pessoalmente não considero certas", disse Merkel durante encontro com líderes empresariais em Berlim nesta quinta-feira. "Isto inclui, por exemplo, a questão de um salário mínimo com força de lei em todo o país", prosseguiu.

O novo posicionamento de Merkel remove um obstáculo ao estabelecimento de uma coalizão entre a União Democrata Cristã (CDU, na sigla em alemão), de Merkel, e o SPD. Desde setembro, Merkel lidera um governo interino.

Atualmente, o salário mínimo na Alemanha é determinado pelos Estados e varia de acordo com as categorias de trabalho. Recentemente, um grupo de conselheiros do governo advertiu para o risco de aumento de desemprego caso essa estrutura seja alterada. No encontro com os empresários, Merkel disse que tentará evitar que isso aconteça.

Com a concessão, Merkel disse acreditar na possibilidade de um acordo de coalizão ser anunciado nos próximos dias se o SPD abrir mão de sua exigência de elevação de impostos. Fonte: Associated Press.

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