Merkel defende manutenção do modelo econômico

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, reconheceu hoje que existe desapontamento do eleitorado com seu governo de centro-direita, que completou um ano, mas insistiu que as medidas impopulares que estão sendo adotadas no país irão funcionar e levar o crédito pela recuperação econômica alemã.

AE, Agência Estado

15 de novembro de 2010 | 17h18

Merkel disse, num encontro com jornalistas promovido pelo seu partido, a União Democrata-cristã (CDU, na sigla em alemão), que está orgulhosa de que o desemprego tenha começado a cair na Alemanha e que não deixará a economia do país perder o seu posto de segunda maior exportadora mundial. O número de desempregados na Alemanha estava acima de 5 milhões em 2005, quando Merkel tomou posse em seu primeiro mandato, e atualmente caiu para menos de 3 milhões.

Hoje, Merkel foi reeleita líder da CDU por mais dois anos. Sem adversários, ela conquistou pouco mais de 90% dos votos dos delegados para comandar o partido de centro-direita. No ano passado, Merkel e a CDU contaram com o apoio do partido Democratas Livres, apoiado pela comunidade empresarial alemã, para vencer as eleições gerais sem precisar formar depois uma coalizão com o Partido Social-democrata (SPD, na sigla em alemão), de centro-esquerda, evitando uma situação que durou durante o primeiro mandato da premiê, a partir de 2005.

Contudo, o governo de Merkel, durante 2010, perdeu meses em disputas internas, particularmente ao não manter integralmente a proposta de cortes nos impostos. Em maio, o partido da chanceler perdeu uma importante eleição estadual e também a maioria na Câmara Alta do Parlamento. As informações são da Associated Press.

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