Kay Nietfeld / dpa / AFP
Kay Nietfeld / dpa / AFP

Merkel diz estar bem ao falar pela primeira vez sobre recentes tremores  

Ela já tinha tentado na semana passada diminuir a importância em torno das especulações sobre sua saúde depois de ser vista tentando controlar um tremor

Redação, O Estado de S.Paulo

29 de junho de 2019 | 14h54

BERLIM - Os meios de comunicação da Alemanha repercutiram neste sábado, 29, as primeiras declarações explícitas da chanceler Angela Merkel sobre seu estado de saúde. Ela garantiu estar bem depois de dois episódios de tremores em um intervalo de poucos dias que suscitaram todo tipo de especulações.

Ao ser questionada sobre sua saúde por um jornalista na entrevista coletiva conjunta com o ministro de Finanças alemão, Olaf Scholz, durante a Cúpula do G-20 em Osaka, no Japão, a chanceler disse entender o interesse por sua situação.

"Mas não tenho nada particular para informar. Estou me sentindo bem. Estou convencida que da mesma maneira que esta reação surgiu, também voltará a desaparecer", comentou.

Já ontem, em sua entrevista coletiva diária, a porta-voz adjunta do governo alemão, Martina Fietz, tinha assegurado que Merkel está bem de saúde e capacitada para cumprir todas suas obrigações, depois que um dia antes tinha sofrido pela segunda vez em poucos dias um episódio de tremores durante um ato oficial em Berlim.

As imagens veiculadas de Osaka "mostram uma chanceler totalmente ativa e saudável que cumpre seu trabalho e com todos os encontros agendados", disse a porta-voz.

Os jornais Stuttgarter Zeitung" e Stuttgarter Nachrichten publicaram ontem que, segundo fontes próximas ao governo, a própria Merkel considera que os tremores da quarta-feira são consequência de uma reação psicológica ao episódio de espasmos que sofreu na semana anterior durante um ato oficial com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenski.

"Não há nada com o que se preocupar. A lembrança do episódio da semana passada levou à situação de hoje, trata-se apenas de um processamento psicológico" do ocorrido então, destacaram as fontes citadas por estas publicações.

Merkel já tinha tentando na semana passada diminuir a importância em torno das especulações surgidas sobre seu estado de saúde, depois que foi vista tentando controlar um tremor enquanto recebia Zelenski, ao atribuir seus espasmos a um suposto problema de desidratação. / EFE

 

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