REUTERS/Michael Dalder
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Merkel diz que Alemanha consegue receber os refugiados sem aumentar impostos

governo alemão deve anunciar uma série de medidas, incluindo o fim de burocracias para facilitar a construção de abrigos para refugiados

O Estado de S. Paulo

05 Setembro 2015 | 14h02

BERLIM  - A Alemanha pode aguentar o fluxo recorde de refugiados neste ano sem elevar impostos e sem colocar em risco o equilíbrio orçamentário, disse neste sábado a chanceler alemã, Angela Merkel.

Com leis de asilo relativamente liberais e benefícios generosos, a Alemanha é o país da União Europeia que mais recebeu refugiados da guerra no Oriente Médio e imigrantes econômicos do sudeste europeu.

Mais de 100 mil pessoas em busca de asilo entraram em agosto no país, e cerca de 800 mil refugiados e imigrantes são esperados no total neste ano na Alemanha, quatro vezes a quantidade do ano passado.

Diante do fluxo, o governo planeja lançar um orçamento suplementar para liberar fundos para os refugiados e ajudar as cidades na linha de frente, que já têm dificuldades para financiar acomodação e atendimento médico para os recém-chegados.

"Não podemos simplesmente dizer que porque temos uma tarefa difícil, agora o equilíbrio orçamentário ou o tema da dívida não são mais importantes”, afirmou Merkel em sua transmissão em vídeo semanal pela internet.

Em entrevista a jornais, ela prometeu que não vai aumentar impostos em razão da crise dos refugiados. A situação orçamentária confortável de Berlim está tornando mais fácil lidar com as “tarefas inesperadas”, disse Merkel, acrescentando que a crise de refugiados era a prioridade do governo agora.

O governo alemão deve anunciar uma série de medidas, incluindo o fim de burocracias para facilitar a construção de abrigos para refugiados, o aumento de recursos para Estados e cidades e a aceleração dos procedimentos para asilo. A pauta prevê a ampliação da lista de países considerados “seguros”, dos quais os cidadãos não podem pedir asilo, para provavelmente incluir Kosovo, Albânia e Montenegro.

Entre os considerados seguros já estão a Sérvia, Macedônia e Bósnia. / REUTERS

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