Jens Buettner / AP
Jens Buettner / AP

Merkel e Hollande ameaçam Rússia com sanções mais duras

Alerta a Moscou está condicionado ao andamento das eleições presidenciais ucranianas de 25 de maio

O Estado de S. Paulo,

10 Maio 2014 | 19h01

STRALSUND, ALEMANHA - A chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente francês, François Hollande, pressionaram mais uma vez Moscou em razão das eleições presidenciais na Ucrânia, em comunicado divulgado ontem. “Estamos prontos a adotar novas sanções contra a Rússia se as eleições de 25 de maio fracassarem”, disse Merkel em entrevista à imprensa, em Stralsund, na Alemanha. O presidente francês fez uma visita de dois dias à cidade, que é distrito eleitoral de Merkel.

Os dois líderes concordaram em adotar medidas mais duras contra a Rússia, que afetariam áreas como energia, defesa, serviços financeiros e engenharia, do que as discutidas pelos líderes da União Europeia em março, em Bruxelas. Merkel ressaltou, no entanto, que a possível punição não teria “um fim em si mesma”.

Ainda no comunicado, os líderes fizeram um chamado para que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, intervenha para garantir que as eleições ocorram em paz e declararam que os referendos planejados em várias cidades do leste do país são ilegais. Merkel disse que havia encorajado a iniciativa de Putin em pedir para os militantes suspenderem um referendo sobre autonomia marcado para hoje. “Mas o presidente russo tem que mandar mais sinais como esse”, declarou a chanceler.

Eles também pediram uma “redução visível” das tropas russas na fronteira ucraniana.

A Alemanha, que depende da Rússia para obter 40% do gás natural que consome, tem hesitado nas discussões para intensificar as sanções, proposta que tem a oposição de muitos alemães. Segundo a revista alemã Stern, o crescimento do país cairia em 0,9% este ano no caso de sanções mais duras.

As eleições do dia 25 têm como objetivo escolher o sucessor do presidente Viktor Yanukovich, líder ucraniano pró-Rússia derrubado por protestos nas ruas de Kiev, iniciados no fim do ano passado. Depois da queda, Moscou anexou a região ucraniana da Crimeia, onde a maior parte da população é de origem russa.

Desde então, separatistas pró-Rússia têm desestabilizado o leste da Ucrânia, declarando repúblicas autônomas, o que o Ocidente vê como uma tentativa de Moscou de consolidar o domínio na região e prejudicar as eleições nacionais. / REUTERS

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.