Merkel e Hollande discutirão situação no Egito hoje

Os líderes europeus consideraram opções para interromper a violência no Egito, onde centenas de pessoas morreram nos últimos dias nos confrontos entre o exército e os partidários do presidente deposto Mohammed Morsi.

Agência Estado

16 de agosto de 2013 | 08h58

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e o presidente da França, François Hollande, planejaram discutir a situação por telefone hoje, disse o porta-voz do governo alemão, Steffen Seibert.

Alguns países europeus já adotaram medidas punitivas contra o Egito. A Dinamarca disse que suspendeu ajuda bilateral ao país, que envolvia dois projetos destinados à criação de empregos que totalizavam cerca de 4 milhões de euros (US$ 5,3 milhões) anualmente.

O ministro das Relações Exteriores, Guido Westerwelle, está em contato com seus colegas e conversou ontem por telefone com o ministro de Relações Exteriores da Franças, Laurent Fabius, o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, e a alta representante da União Europeia para Relações Exteriores, Catherine Ashton, e seu porta-voz Andreas Peschke. Segundo o porta-voz, Westerwelle gostaria que os ministros das Relações Exteriores se reunissem no início da próxima semana para discutir o Egito.

Os altos diplomatas europeus já estão planejando se reunir na próxima segunda-feira para considerar qual ação pode ser tomada em resposta à violência. Um porta-voz da União Europeia disse que funcionários dos 28 países do bloco se reunirão em Bruxelas para discutir a turbulência no Egito e preparar uma "possível" reunião de ministros de Relações Exteriores da UE nos próximos dias.

Seibert afirmou também que o governo da Alemanha condenou a violência "nos termos mais fortes possíveis" e pediu negociações entre os rivais políticos no Egito.O gabinete de Relações Exteriores da Alemanha emitiu um alerta de viagem para o Egito. O governo acredita que pelo menos 10 mil alemães estejam atualmente no país, um destino popular de férias.

A unidade de turismo alemão da TUI AG estava oferecendo aos clientes que tinham reservado viagens para resorts no Mar Vermelho no Egito a chance de mudarem os planos. Fonte: Dow Jones Newswires.

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