VOLODYMYR SHUVAYEV / AFP
VOLODYMYR SHUVAYEV / AFP

Merkel e Hollande levam nova proposta de paz para Kiev e Moscou

Líderes europeus viajam para Ucrânia e Rússia por preocupação com a escalada da violência no leste ucraniano

O Estado de S. Paulo

05 de fevereiro de 2015 | 09h29


BERLIM - Os líderes da França e da Alemanha levam uma nova iniciativa de paz para as capitais ucraniana e russa, em meio a um fluxo de ações diplomáticas de alto nível para encerrar a crise no leste da Ucrânia.

A chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente francês, François Hollande, vão encontrar nesta quinta-feira, 5, o líder ucraniano, Petro Poroshenko, em Kiev, e na sexta-feira o presidente russo, Vladimir Putin, em Moscou, para discutir como acabar com a violência.

"Em vista da escalada da violência nos últimos dias, a chanceler e o presidente Hollande estão intensificando seus esforços, que estão em andamento há meses, por uma solução pacífica para o conflito no leste da Ucrânia", disse o porta-voz de Merkel, Steffen Seibert, em comunicado.

Hollande afirmou que a intenção das viagens é levar uma proposta feita a partir da "integridade territorial da Ucrânia". Num sinal da importância da iniciativa e da urgência da situação, esta será a primeira visita de Merkel a Moscou desde que o conflito na Ucrânia teve início, um ano atrás. "Não poderá ser dito que França e Alemanha, juntas, não tentaram de tudo, não usaram de todos os meios, para preservar a paz", disse Hollande.

O secretário de Estado americano, John Kerry, também está na Ucrânia para mostrar apoio ao governo de Kiev.

O ministro das Relações Exteriores alemão, Frank-Walter Steinmeier, também ressaltou nesta quinta que a Europa deve lançar uma nova campanha em busca de uma solução negociada. "Acreditamos que temos que fazer outro esforço para tentar acabar com a violência. É uma responsabilidade que temos que assumir", disse a repórteres após encontrar autoridades na Letônia, que ocupa atualmente a presidência da União Europeia.

Diversas medidas anteriores de mediação falharam em ter efeitos duradouros. Steinmeier viaja para a Polônia mais tarde também para negociar sobre a Ucrânia.

Os aliados ocidentais de Kiev estão alarmados por um avanço dos rebeldes no leste da Ucrânia nas últimas semanas, que destruiu um cessar-fogo de cinco meses. O avanço tornou necessário uma nova conversa entre governos ocidentais sobre fornecimento de armas para as forças de Kiev, mas os Estados europeus discordam nesta questão.

O ministro das Relações Exteriores da Letônia, Edgars Rinkevics, disse que mesmo se a UE não tomar uma posição como um todo sobre armas, membros individuais do bloco são livres para tomar suas próprias decisões. "A situação evoluiu em uma direção tão dramática que eu não excluo que alguns membros da UE possam tomar tal decisão", afirmou Rinkevics.

Steinmeier repetiu a oposição alemã a prover armas para Kiev, afirmando que não iria melhorar em nada a situação no leste ucraniano. /AP e REUTERS

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.