Michael Kappeller/Efe
Michael Kappeller/Efe

Merkel e Sarkozy buscam apoio russo para resolução da ONU contra a Síria

Rússia, assim como China, não apoiam resolução contra a Síria; países têm poder de veto na ONU

Efe,

17 de junho de 2011 | 10h09

BERLIM - A chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente francês, Nicolas Sarkozy, manifestaram nesta sexta-feira, 17, sua determinação em aumentar a pressão sobre o regime sírio através de uma resolução da Organização das Nações Unidas (ONU), para o qual querem obter o apoio da Rússia.

 

"A França atuou quando foi preciso na Costa do Marfim e na Líbia. Mas, sempre agimos com o apoio de uma resolução do Conselho de Segurança da ONU", ressaltou o presidente francês após se reunir com Merkel.

 

Sarkozy respondeu assim às acusações de não estar atuando com a suficiente contundência em relação à Síria, lembrou a necessidade de contar com essa resolução da ONU.

 

Por sua vez, a chanceler alemã ressaltou a necessidade de contar com o apoio da Rússia. Até agora, a Rússia rejeita apoiar uma resolução contra a Síria, assim como a China, que são membros permanentes do Conselho de Segurança e, portanto, têm direito a veto.

 

Segundo os dois governantes, o objetivo de uma resolução é conseguir tornar mais efetiva a pressão internacional sobre o regime do presidente sírio, Bashar al Assad.

 

O regime de Assad "está empregando a violência contra seu povo de forma inaceitável", disse Merkel, que destacou o papel da Turquia como país receptor dos milhares de sírios que fogem da repressão.

 

O presidente francês elogiou a visita realizada no fim de semana passado pelo ministro das Relações Exteriores alemão, Guido Westerwelle, à cidade líbia de Benghazi, onde reconheceu o Conselho Nacional de Transição como único interlocutor do povo líbio.

 

Além disso, Sarkozy ressaltou o propósito partilhado de pôr fim ao regime ditatorial na Líbia.

Tudo o que sabemos sobre:
SíriaONUNicolas SarkozyAngela Merkel

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.