Merkel e SPD mantêm divergências em relação a bancos

Os partidos conservadores da chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e o Partido Social-Democrata (SPD, na sigla em alemão) concordaram hoje em defender um imposto europeu sobre transações financeiras, mas não chegaram a um consenso sobre a recapitalização e reestruturação de bancos europeus durante conversas para a formação de um novo governo de coalizão, segundo participantes da reunião.

Agência Estado

30 de outubro de 2013 | 14h21

Mais cedo, a União Democrata Cristã (CDU), de Merkel, e o partido aliado União Social Cristã (CSU) se reuniram por duas horas com o SPD para discutir a possível aliança.

Segundo o social-democrata Martin Schulz, presidente do Parlamento Europeu, os partidos querem a introdução de um imposto sobre transações financeiras como um "símbolo de justiça", para permitir que os agentes financeiros ajudem a pagar pelos custos da crise.

Mas oficiais admitiram que a implementação do imposto por 11 países europeus ainda é incerta, em face da resistência de algumas nações, como o Reino Unido.

Os possíveis parceiros, no entanto, avançaram pouco nas divergências sobre o projeto para uma união bancária europeia e medidas para lidar com bancos problemáticos, de acordo com o cristão-democrata Herbert Reul, líder dos conservadores no plenário do Parlamento Europeu.

Os conservadores e o SPD começaram a negociar a coalizão na semana passada e têm o objetivo de estabelecer um novo governo até o Natal.

Nas eleições gerais de 22 de setembro, o grupo de Merkel obteve 41,5% dos votos, mas foi obrigado a buscar um novo aliado após seu parceiro anterior, o Partido Democrático Liberal (FDP), não obter apoio suficiente para permanecer no Parlamento. Fonte: Dow Jones Newswires.

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