AP Photo/Matthias Schrader
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Merkel é vaiada por radicais em último comício antes das eleições

Durante discurso em Munique, chanceler ironiza manifestantes, ligados ao AfD, de extrema direita, e diz que futuro não será moldado com vaias e gritos

Andrei Netto, Enviado Especial / Berlim, O Estado de S.Paulo

22 Setembro 2017 | 22h09

A chanceler da Alemanha, a democrata-cristã Angela Merkel, e seu principal rival, o social-democrata Martin Schulz, encerraram nesta sexta-feira, 22, a disputa pela chefia do governo da maior potência econômica da União Europeia. 

Líder de todas as pesquisas de intenção de voto, Merkel foi vaiada em seu último comício, em Munique, enquanto seu opositor subiu o tom das críticas na esperança de evitar uma nova derrota do seu Partido Social-Democrata (SPD) – a quarta consecutiva.

A chanceler esteve hoje na Baviera. Desde que seu nome foi anunciado nos alto-falantes, um grupo de manifestantes, supostamente ligados ao partido de extrema direita Alternativa para a Alemanha (AfD), começou a vaiá-la. 

Eles prosseguiram ao longo de todo o discurso, sem que Merkel perdesse a paciência. Em dado momento, ela ironizou os manifestantes. “Certamente, não vamos moldar o futuro com vaias e gritos”, afirmou, interrompendo o discurso no qual pediu mobilização pelo voto dos indecisos.

A estratégia de vaiar os comícios de Merkel já havia sido utilizada antes por membros da direita populista alemã, que cresceu no cenário político e deve superar pela primeira vez a cláusula de barreira – o porcentual mínimo de votos para obter vagas no Parlamento. 

Em seu último ato de campanha, em Berlim, Schulz voltou a atacar a chanceler, acusando-a de falta de sensibilidade e de visão de futuro, de menosprezar a precariedade no trabalho e a desigualdade, que estaria evidente no desequilíbrio de salários entre homens e mulheres. 

Assim como Merkel, Schulz também atacou os líderes do AfD, que definiu como “uma vergonha para o país”. Segundo as últimas pesquisas, a CDU, de Merkel e seu maior aliado, a União Social-Cristã (CSU, de direita), devem obter entre 34% e 36% dos votos. Schulz e o SPD têm entre 21% e 22% das intenções de voto.

 

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