AFP / dpa / Rainer Jensen
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Merkel garante que não deixará Grécia sozinha na crise de refugiados

Em entrevista à emissora pública alemã, chanceler apelou para que todos os Estados-membro da União Europeia 'assumam a responsabilidade' diante da atual crise

O Estado de S. Paulo

29 de fevereiro de 2016 | 10h59

BERLIM - A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, garantiu no domingo que não deixará a Grécia sozinha frente à crise dos refugiados e ratificou sua rejeição à imposição de um limite ao amparo de solicitantes de asilo, como fez a Áustria.

"Não mantivemos a Grécia dentro da zona do euro para agora abandoná-la a sua própria sorte", afirmou Merkel em entrevista à emissora de televisão pública alemã ARD, centrada na crise dos refugiados.

A chanceler insistiu que a situação não pode ser resolvida por "um país sozinho", seja a Alemanha ou seja a Grécia, mas deve ser buscada uma solução europeia, como se fez para solucionar a crise financeira da zona do euro.

"Não podemos deixar a Grécia cair no caos", comentou Merkel, que apelou para que cada Estado-membro "assuma sua responsabilidade" frente a esta crise, tanto por razões humanitárias como para defender "as grandes conquistas" da União Europeia (UE), como o espaço Schengen.

"É preciso evitar aventuras individuais", seja com a implantação de limites à acolhida de refugiados ou o fechamento de fronteiras, disse Merkel, para quem agir assim implica em "atuar em detrimento" dos outro. 

Disputas. O partido Social Democrata alemão acusou no domingo o ministro das Finanças conservador de ser parcimonioso demais ao lidar com a crise de migrantes, em um momento em que crescem as richas dentro da coalizão governista sobre como lidar com o fluxo de refugiados.

As críticas foram feitas após o ministro Wolfgang Schaeuble classificar as propostas do partido Social Democrata para ampliar os gastos sociais com moradias e serviços públicos para complementar a integração de migrantes como "deploráveis".

O premiê Social Democrata do estado da Baixa Saxônia, Stephan Weil, rebateu a acusação, pedindo um orçamento maior para serviços sociais para ajudar o país a acomodar mais de um milhão de migrantes. "O ministro das Finanças obviamente não entende", disse Weil ao jornal Sueddeutsche Zeitung.

Apontando o alto custo de integrar migrantes, Weil afirmou: "Não podemos dar a impressão de que isso está acontecendo às custas dos membros mais fracos de nossa sociedade". / EFE e REUTERS

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