Merkel: país não aceitará crítica prematura sobre ataque

A chanceler alemã, Angela Merkel, disse hoje que o mundo não deve fazer julgamentos precipitados sobre o ataque aéreo ordenado pela Alemanha no Afeganistão, mesmo depois das forças lideradas pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), em Cabul, terem dito que investigações iniciais levam a crer que houve mortes de civis na província de Kunduz. "Eu não vou aceitar julgamentos prematuros", disse Merkel. Há relatos contraditórios sobre o que aconteceu, particularmente sobre vítimas civis", disse ela em discurso no Parlamento.

AE-AP, Agencia Estado

08 de setembro de 2009 | 18h53

A Alemanha tem sido criticada por ter solicitado, na sexta-feira, o ataque aéreo, que foi realizado por um jato norte-americano e por ter afirmado inicialmente que apenas militantes estavam dentre as dezenas de mortos. Só mais tarde oficiais alemães reconheceram que civis podiam estar entre as vítimas. Dentre os críticos da ação está o ministro de Relações Exteriores, Bernard Kouchner, que chamou o ataque aéreo de "grande erro". O alto representante para Política Externa e Segurança Comum da União Europeia (UE), Javier Solana, disse que foi um "evento muito, muito triste".

Pela primeira vez, hoje, a Otan reconheceu que civis afegãos estavam entre os mortos do ataque contra dois caminhões de combustível. Militares que trabalham no local disseram que mais de 50 pessoas morreram, mas há informações conflitantes sobre essa informação. "Eu lamento profundamente que pessoas tenham sido mortas e feridas como resultado das ações alemãs. É importante para mim dizer isso hoje, como chanceler alemã perante esta Casa e, particularmente, para o povo afegão", declarou Merkel. O principal comandante no Afeganistão, general Stanley McChrystal, indicou um general canadense para conduzir a investigação. Um militar da Força Aérea dos Estados Unidos e um militar alemão também fazem parte do grupo de investigação.

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