Merkel pede implementação de sanções contra Rússia

A União Europeia deve implementar sanções econômicas mais duras contra a Rússia e revelar as medidas planejadas assim que possível, disse a chanceler alemã, Angela Merkel, na quarta-feira, sinalizando que o Ocidente não está satisfeito com os progressos realizados na Ucrânia.

AE, Estadão Conteúdo

10 de setembro de 2014 | 09h13

Os comentários foram feitos após a União Europeia concordar na segunda-feira em impor novas sanções econômicas contra a Rússia, mas o bloco postergou a decisão de aplicar as medidas para avaliar, antes, o recente acordo de cessar-fogo firmado entre o governo ucraniano, os separatistas pró-Moscou no leste da Ucrânia e da Rússia.

"A União Europeia concordou em novas sanções. A questão agora é publicá-las e, portanto, aplicá-las", disse Merkel na câmara baixa do parlamento. "Em nome do governo alemão, quero dizer que, à luz da situação atual, que certamente mostra uma melhoria no que diz respeito a atividades militares... muitas outras questões ainda não estão claras. É por isso que defendemos uma publicação destas sanções. Espero que uma decisão sobre isso seja tomada em breve".

Ela ressaltou que a UE irá suspender as sanções assim que o protocolo do acordo de cessar-fogo, que contém 12 pontos, for "cumprido de forma substancial". Os líderes europeus disseram na semana passada que as novas medidas poderão ser suspendidas se houver evidência clara de que Moscou está ajudando a gerar uma solução política genuína na Ucrânia.

Merkel disse aos parlamentares que a sua política em relação à Rússia e Ucrânia é orientada por quatro princípios: que o conflito na Ucrânia não pode ser resolvido militarmente; que a UE e os EUA devem encontrar respostas conjuntas; que uma violação da integridade territorial da Ucrânia é inaceitável e deve ser respondida com sanções; e, finalmente, que a porta para conversas e negociações com a Rússia "está e continuará aberta". Fonte: Dow Jones Newswires.

Mais conteúdo sobre:
AlemanhaRússiaSanções

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.