Merkel pede negociação entre Rússia e Ucrânia

A chanceler alemã afirmou que cessar-fogo deve acontecer apenas se for um acordo entre os dois países

Estadão Conteúdo

23 de agosto de 2014 | 11h25

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, fez neste sábado, durante visita a Kiev, nova pressão para que Rússia e Ucrânia iniciem negociações. O objetivo da viagem de Merkel ao país é o de demonstrar solidariedade ao presidente ucraniano Petro Poroshenko.

Merkel afirmou que ela não estava pressionando por novas sanções contra a Rússia apesar do clamor internacional contra o envio pela Rússia de um comboio de caminhões, que segundo governo russo, levavam ajuda humanitária para o leste da Ucrânia, controlado pelos rebeldes, apesar das objeções de Kiev. A chanceler disse também, em uma coletiva de imprensa após a reunião com Poroshenko, que, em vez disso, aprovava uma nova rodada de diplomacia no sentido de resolver a crise. "Para nós, não é uma questão de novas sanções no momento", ressaltou.

Poroshenko tem uma reunião marcada com o presidente russo Vladimir Putin e autoridades da União Europeia em Minsk, na Bielorrússia, na próxima terça-feira. Merkel disse que também estava pressionando por um encontro do "grupo de contato", formado por autoridades ucranianas, russas e internacionais, com representantes de diferentes regiões da Ucrânia.

Merkel afirmou que a Alemanha apoiará a integridade territorial da Ucrânia e que um cessar-fogo deveria apenas acontecer se for do acordo de ambos os lados. Segundo ela, uma condição fundamental prévia para um cessar-fogo seria o fechamento da fronteira com a Rússia para que armas e combatentes rebeldes parassem de entrar no leste da Ucrânia. "Isso não vai funcionar com a fronteira aberta, através da qual as armas são transportadas da Rússia", ressaltou a chanceler alemã.

Poroshenko se referiu à Alemanha como um "parceiro confiável e amigo", refutando críticas no seu próprio país de que Merkel não estava se posicionando o suficiente contra Putin. O presidente ucraniano prometeu fazer um esforço de boa-fé para acabar com a luta. "Chegou a hora de acabar com a conversa da guerra e começar a falar de paz", disse Poroshenko.

Merkel observou que estava em Kiev para o 75º aniversário do pacto de não-agressão assinado entre a Alemanha nazista e a União Soviética e criticou implicitamente Putin por tentar influenciar a política interna da Ucrânia. Fonte: Dow Jones Newswires.

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