Michael Sohn / AP
Michael Sohn / AP

Merkel pede que alemães não sejam enganados pela extrema direita

Alerta foi feito pela chanceler em meio a relatos de um crescente número de pessoas aderindo a demonstrações anti-islã na Alemanha

O Estado de S. Paulo

15 de dezembro de 2014 | 14h53


BERLIM - Em meio a relatos de um crescente número de pessoas aderindo a demonstrações anti-islã na Alemanha, a chanceler (chefe de governo), Angela Merkel, alertou aos alemães, nesta segunda-feira, 15, para que não sejam enganados pela extrema direita e sua retórica.

"Existe liberdade de reunião na Alemanha, mas não há espaço para mentiras e incitação contra pessoas que vêm a nós de outros países", afirmou Merkel. "Todos (que participam) precisam tomar cuidado para não serem usados pelos organizadores do evento."

Um grupo que se autodenomina Europeus Patrióticos Contra a Islamização do Ocidente (Pegida, na sigla em inglês) tem organizado manifestações semanais em Dresden, no leste da Alemanha. Os protestos estão crescendo em tamanho e chegaram a reunir 10 mil pessoas na semana passada. O protesto marcado para esta semana deve ser ainda maior.

Embora os organizadores afirmem que lutam apenas contra o extremismo, e não contra os imigrantes muçulmanos na Europa, as reuniões têm recebido apoio de grupos neonazistas e de extrema direita, aumentando a preocupação sobre o crescimento do sentimento xenófobo no país.

Partidos da oposição acusaram Merkel e sua coalizão de serem conservadores em sua resposta considera "muito tímida" aos manifestantes que participam dessas demonstrações, sugerindo que ela tem medo de perder votos desses segmentos.

A imigração tornou-se um assunto importante no país, em parte devido ao grande número de refugiados pedindo asilo na Alemanha. Mais de 150 mil pessoas, a maioria sírios, pediram asilo ao país em 2014, comparado aos 40 mil de 2013. / ASSOCIATED PRESS

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