Merkel pode buscar acordo sobre salário mínimo

A União Democrata Cristã (CDU, na sigla em alemão), partido da chanceler da Alemanha, Angela Merkel, sinalizou hoje disposição de fechar um acordo sobre a criação de um salário mínimo nacional, exigência feita pelo Partido Social-Democrata (SPD) para a formação de um novo governo de coalizão.

Agência Estado

07 de outubro de 2013 | 07h48

O SPD propõe a introdução no país de um salário mínimo de 8,50 euros (US$ 11,52) por hora e já disse em várias ocasiões que não pretende recuar.

Por enquanto, a CDU e o partido aliado União Social Cristã (CSU) têm se oposto a um nível de salário obrigatório e sugerem que o mínimo seja negociado por diferentes setores individualmente.

"Também queremos um salário mínimo", disse Hermann Gröhe, secretário-geral da CDU, à rádio alemã RBB Inforadio. Os dois lados podem encontrar "os instrumentos certos com boa vontade".

O comentário veio depois de o SPD afirmar no fim de semana que estaria disposto a abrir mão de uma de suas exigências para uma aliança, a proposta de aumento de impostos para a população de alta renda, desde que o próximo governo faça investimentos suficientes em infraestrutura e educação.

Segundo Gröhe, as receitas da arrecadação são suficientes para permitir mais investimentos em infraestrutura e educação sem a necessidade de se elevar impostos.

A CDU está em conversas preliminares com o SPD para a formação de um governo de coalizão depois de os partidos conservadores de Merkel terem falhado em conquistar a maioria parlamentar absoluta nas eleições nacionais do último dia 22. Os partidos têm encontro marcado para o próximo dia 14.

Na quinta-feira (10), o grupo de Merkel também inicia conversações para a formação de uma aliança com representantes do Partido Verde. Fonte: Dow Jones Newswires.

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