Merkel pode trocar coalização partidária após eleições

Apesar de ser um assunto evitado na campanha eleitoral, existe a chance de que a chanceler Angela Merkel passe a liderar outra grande coalizão partidária após as eleições deste domingo na Alemanha. Merkel, partidária da União Democrata Cristã (CDU), deseja estabelecer um governo de centro-direita e encerrar a aliança de quatro anos com os Social-Democratas, de centro-esquerda. A chanceler disputa o cargo com o social-democrata, Frank-Walter Steinmeier, vice-chanceler e ministro de Relações Exteriores do atual governo.

AE-AP, Agencia Estado

22 de setembro de 2009 | 15h23

Caso a União Democrata Cristã de Merkel e os Democratas Livres não consigam uma maioria de centro-direita, a única alternativa seria uma série de possíveis alianças em três partes, com partidos divergentes. Os comentaristas acreditam que a chance é baixa de essas siglas conseguirem superar as diferenças para se unir.

Oficialmente, ninguém quer repetir a grande coalizão, mas também ninguém a descarta. "Eu acredito que é bom para a democracia quando ''grandes coalizões'' não são a norma", disse Merkel, durante seu debate com Steinmeier.

Os políticos de centro-direita dizem que uma "grande coalizão" pode não durar outros quatro anos, e os social-democratas - sob nova liderança - podem decidir deixar o governo antes disso, talvez para formar um governo com o oposicionista Partido da Esquerda, que se opõem a reformas econômicas. "Eu não estou descartando isso, mas acho que não é muito provável", avaliou o cientista político Heinrich Oberreuter, professor da Universidade de Passau.

Outro importante social-democrata, o ministro das Finanças Peer Steinbrueck, pediu na semana passada uma reedição da coalizão. Seu partido rechaçou a ideia. Essa repetição da fórmula seria a melhor chance para os social-democratas permanecerem no poder, após 11 anos na situação. O prognóstico, porém, não é tão agradável.

Apesar de manter metade dos postos no gabinete, os social-democratas estão mal nas pesquisas, já que a maioria do crédito pelos avanços do governo ficou com Merkel. Com isso, a sigla se viu espremida entre o apoio à chanceler e ao Partido da Esquerda.

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