AFP PHOTO / Odd ANDERSEN
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Merkel recebe forte apoio do partido após colapso de negociações para formar coalizão

Angela Merkel deve buscar nesta segunda-feira uma saída para a crise na Alemanha, depois de não conseguir formar um governo

O Estado de S.Paulo

20 Novembro 2017 | 14h03

BERLIM -  A chanceler alemã, Angela Merkel, recebeu forte apoio da liderança de seu partido, o União Democrata-Cristã (CDU, em inglês), em conferência telefônica nesta segunda-feira, após as negociações para formação de governo de coalizão fracassarem na noite de domingo.

+Merkel tenta avançar em negociações para formar coalização de governo

Armin Laschet, vice-presidente do CDU e ministro-presidente da Renânia do Norte-Vestfália, disse a jornalistas que os principais membros do partido de Merkel expressaram forte suporte à líder, apesar do colapso das negociações.

Angela Merkel deve buscar nesta segunda-feira uma saída para a crise na Alemanha, depois de não conseguir formar um governo, um terremoto político que pode levar à realização de novas eleições legislativas e ao fim de seu mandato de chanceler.

Desde a fundação da República Federal da Alemanha em 1949, este cenário jamais aconteceu: o país não tem uma maioria para ser governado. Nesta madrugada, depois de um mês de procrastinação e negociações, os conservadores de Merkel(CDU-CSU), os liberais (FDP) e os ambientalistas não conseguiram formar um governo de coalizão.

Na ausência de uma alternativa, a maior potência econômica europeia se prepara para semanas ou meses de paralisia, tanto a nível nacional quanto europeu.

De fato, no atual estado, eleições antecipadas parecem ser a solução mais provável, uma vez que Merkel excluiu um governo minoritário e seus antigos aliados social-democratas (SPD) recusaram qualquer coalizão sob o comando da chanceler.

Os alemães podem ter que retornar às urnas no início de 2018, quando acabaram de eleger no final de setembro seus deputados.

Angela Merkel afirmou que deseja encontrar nesta segunda-feira o presidente Frank-Walter Steinmeier, que desempenha um papel institucional fundamental na implementação do complexo processo de dissolução parlamentar. Ele insinuou que tomaria seu tempo para decidir.

França. O presidente francês, Emmanuel Macron, disse nesta segunda-feira que falou com a chanceler alemã, Angela Merkel, após o colapso dos esforços para formação de um governo de coalizão na Alemanha e que não é do interesse francês que o processo seja interrompido.

“Não é do nosso interesse que o processo se congele”, disse Macron a repórteres, em Paris. /AFP

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