AFP PHOTO / Odd ANDERSEN
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Merkel ressalta queda do desemprego como legado de 12 anos de governo

Chanceler da Alemanha, a democrata-cristã Angela Merkel, e seu principal rival, o social-democrata, Martin Schulz, disputam a chefia do governo da maior potência econômica da União Europeia; eleições ocorrem neste domingo

O Estado de S.Paulo

23 Setembro 2017 | 09h54

BERLIM - A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, definiu a queda do desemprego como o legado mais importante de seus 12 anos de governo e reiterou a meta de chegar ao pleno emprego até 2025 em uma entrevista publicada neste sábado, 23, pelo jornal "Bild".

"O legado é a queda do número de desempregados, que era de 5 milhões quando eu assumi o cargo, para os 2,5 milhões de agora. E essa é também a base para uma de minhas principais metas políticas para o futuro, que é o pleno emprego em 2025", disse Merkel.

Merkel e seu principal adversário nas eleições deste domingo, 24, o social-democrata Martin Schulz, receberam cinco questionamentos do "Bild". As respostas foram publicadas, neste sábado, pelo jornal, o de maior circulação da Alemanha.

A primeira pergunta foi sobre que tema os dois estavam dispostos a dar aos eleitores sua palavra de honra. Merkel disse que "seguirá pondo toda minha energia para ajudar à Alemanha".

Schulz, por sua vez, foi menos evasivo. "Prometo lutar com todas minhas forças por uma Alemanha e por uma Europa mais justa, e contra os agitadores da direita", em referência aos ultradireitistas da Alternativa para a Alemanha (AfD), que deve chegar ao parlamento do país, o Bundestag, pela primeira vez nessas eleições.

"Isso é algo que fiz durante toda minha vida política e por isso não trabalharei com pessoas que querem debilitar a Europa ou cindir nossa sociedade", completou Schulz.

A questão da AfD retornou na quarta pergunta, quando os candidatos são perguntados se a chegada da extrema-direita ao Bundestag é o legado da grande coalizão de Merkel. A atual chanceler rebate o questionamento citando o desemprego.

Schulz, por sua vez, afirma que se um partido de ultradireita, pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial, chega ao Bundestag é sinal que a "Alemanha mudou para pior". Por esse motivo, ele afirma que lutará para que isso não ocorra até o fim da votação.

"Naturalmente peço o voto para o meu partido, mas convido também todos aqueles que não queiram votar em nós a irem às urnas", disse Schulz, ex-presidente do Parlamento Europeu.

Na segunda pergunta, os candidatos foram questionados sobre o que fariam se eleitos se pudessem tomar uma única decisão. Merkel se esquiva e responde que não toma decisões políticas isoladas.

Já Schulz diz que "faria com que a atenção com os idosos seja levada a sério e não só em discursos eleitorais".

A terceira pergunta foi sobre o que os candidatos fariam se ganhassem US$ 1 milhão jogando na loteria. Ambos respondem que nunca jogaram na loteria. Merkel, no entanto, acrescenta que sempre que recebeu qualquer prêmio em dinheiro decidiu doá-lo na sequência.

Por fim, o "Bild" perguntou se os candidatos rezaram para vencer as eleições deste domingo.

"Eu não rezo pedido algo tão concreto politicamente. Além disso, as orações são algo estritamente pessoal", responde Merkel.

Schulz diz que a "oração é algo íntimo que não tem porque aparecer nos jornais".

Últimas aparições

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e o social-democrata Martin Schulz, ex-presidente do Parlamento Europeu, fizeram suas últimas aparições públicas, neste sábado, na véspera de uma eleição que, segundo as pesquisas, terá uma clara vitória da atual líder da União Democrata-Cristã (CDU).

Merkel se limitou a conversar e tomar café com militantes da CDU que participaram da campanha como uma forma de agradecer pelo trabalho. Já Schulz participou de um evento do Partido Social-Democrata (SPD) em Aquisgran, no oeste do país.

A luta de Schulz no último dia antes das eleições é desesperada, já que as pesquisas dão uma vantagem de 14 pontos percentuais para a CDU contra a SPD. O ex-presidente do Parlamento Europeu tem tentado marcar diferenças com Merkel em seus últimos eventos, com um discurso de defesa da justiça social e de alívios fiscais para famílias e pessoas de baixa renda. / EFE

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