EFE/EPA/CHRISTOF STACHE/POOL
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Merkel visita região afetada por enchentes na Alemanha; país contabiliza 156 mortos

Líder alemã se deslocou neste domingo para o estado da Renânia-Palatinado, onde houve o maior número de mortos, 110

Redação, O Estado de S.Paulo

18 de julho de 2021 | 10h16

A chanceler alemã, Angela Merkel, foi neste domingo, 18, a uma das regiões mais afetadas pelas devastadoras enchentes no oeste da Alemanha. A visita ocorre enquanto o número de mortos no país chega a 156 pessoas e o perigo de transbordamentos aumenta nas regiões leste e sul.

A líder alemã se deslocou para o estado da Renânia-Palatinado, onde houve o maior número de mortos, 110, todos na região de Ahrweiler, localizada entre as cidades de Coblença e Colônia. Lá se encontra a pequena cidade de Schuld, com cerca de 700 habitantes, que foi praticamente arrastada pelas águas do rio Ahr, afluente do Reno.

Merkel está acompanhada pela chefe do governo regional, a social-democrata Malu Dreyer, com quem planeja atender a imprensa no início da tarde, depois de visitar outras partes da região.

É a segunda visita de alto escalão às regiões atingidas pelas inundações. No sábado, 17, o presidente da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, fez uma visita ao estado vizinho de Renânia do Norte-Vestfália, onde se encontrou com o primeiro-ministro regional, e candidato à chancelaria alemã, o conservador Armin Laschet.

Ajuda aos afetados

O conselho de ministros de Merkel discutirá na próxima quarta-feira, 21, um pacote especial que inclui ajuda direta e urgente aos afetados, bem como a reconstrução das infraestruturas em ruínas na região.

O ministro da Fazenda, Olaf Scholz, candidato da social-democracia à chancelaria, disse à imprensa que nenhum recurso será poupado. Prevê-se um montante de pelo menos 300 milhões de euros de ajuda direta às vítimas, com montantes de cerca de 10 mil euros para os afetados, que começarão a ser pagos em julho.

Até o momento não há avaliação dos danos à infraestrutura na região, embora a imprensa alemã fale em bilhões. Nas cheias de 2013, menos dramáticas, mas que atingiram oito dos 16 estados do país, o Executivo aprovou um pacote especial de 8 bilhões milhões de euros. /EFE

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