Navalny via Reuters
Navalny via Reuters

Merkel visitou opositor russo Alexei Navalni no hospital

Informação foi confirmada nesta segunda por Navalni e pelo governo alemão; encontro deve provocar irritação em Moscou

Redação, O Estado de S.Paulo

28 de setembro de 2020 | 09h16

A chanceler alemã, Angela Merkel, visitou o líder-opositor russo Alexei Navalni enquanto ele estava no hospital Charité, em Berlim, onde passou mais de um mês internado para tratamento de um suposto envenenamento. A informação foi confirmada nesta segunda-feira, 28, por Navalni e pelo governo alemão. 

O periódico “Der Spiegel” informou que a visita foi realizada de maneira “estritamente confidencial” e que, com esse “gesto pouco usual”, a chanceler destacou a solidariedade do governo alemão com o opositor russo. 

Pelas redes sociais, Navalni confirmou as informações da reportagem. Ele escreveu no Twitter que houve uma reunião privada e uma conversa com a família. “Sou muito grato à Chanceler Merkel por me visitar no hospital”, declarou. 

O porta-voz do Executivo alemão, Steffen Seibert, confirmou em uma coletiva de imprensa que o encontro ocorreu, mas afirmou não poder dar detalhes. 

Notícias acerca do encontro devem provocar irritação em Moscou, que rejeita a conclusão de laboratórios da Alemanha, da França e da Suécia que apontam que o líder-opositor foi envenenado com um agente nervoso na Rússia no mês passado.  O país já rebateu as afirmações, e alega falhas de compartilhamento de informação sobre o caso. 

Navalni é a figura de oposição mais proeminente da Rússia, conhecido por suas denúncias contundentes no YouTube de corrupção e suborno por políticos, burocratas e oligarcas russos. Ele foi transportado de avião para Berlim em agosto, depois de ter entrado em coma por um suposto envenenamento. Após 32 dias internado, o opositor teve alta na semana passada. 

Durante a coletiva em que confirmou a visita de Merkel a Navalni, o porta-voz do governo destacou que a Alemanha ainda aguarda explicações da Rússia sobre o caso. / Reuters e EFE

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